China vai taxar carne bovina brasileira? Veja o que diz o governo

A tarifa adicional de 55% só será aplicada caso o Brasil ultrapasse a cota anual de exportação.

Publicado em 23/07/2026 às 10:54h Publicado em 23/07/2026 às 10:54h por Elanny Vlaxio
A nota foi publicado na quarta-feira (22) (Imagem: Shutterstock)
A nota foi publicado na quarta-feira (22) (Imagem: Shutterstock)
A informação de que a China passou a cobrar uma nova taxa sobre a carne bovina brasileira neste mês é falsa, segundo o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária). Segundo a pasta, a interpretação divulgada é equivocada e não reflete as regras em vigor para o comércio entre os dois países.
“É falsa a informação de que a China taxou, neste mês, novas taxações às importações brasileiras de carnes”, afirmou o ministério.
O governo esclareceu que não houve mudança na tributação das exportações brasileiras e que a tarifa adicional de 55% só será aplicada caso o Brasil ultrapasse a cota anual de exportação de carne bovina estabelecida pela China.
A origem da confusão está em uma decisão anunciada pelo governo chinês no fim do ano passado. Na ocasião, a China informou que passaria a aplicar uma tarifa de 55% sobre as importações de carne bovina que ultrapassassem a cota estabelecida para cada país exportador. 
"Trata-se de uma medida específica de salvaguarda para todas as importações de carne bovina da China que excederem a cota estabelecida para cada país", esclareceu o Mapa.
De acordo com o ministério, essa condição ainda não foi atingida pelo Brasil. 
O país recebeu a maior cota entre os exportadores, de 1,106 milhão de toneladas, sujeita à tarifa regular de importação de 12%, a mesma aplicada às cotas destinadas aos demais países.
Segundo a atualização mais recente do MOFCOM (Ministério do Comércio da República Popular da China), cerca de 80% da cota brasileira foi utilizada até o momento, o que significa que ainda há espaço antes que qualquer sobretaxa possa ser aplicada.
O posicionamento chega um dia após as tarifas contra produtos brasileiras começarem a valer. O governo americano também publicou uma lista de exceções, preservando produtos considerados estratégicos para a economia dos EUA ou cuja oferta doméstica é insuficiente. 
Entre os itens que ficaram de fora da sobretaxa estão, por exemplo, petróleo, carne bovina e café. Além disso, o presidente anunciou um novo pacote tarifário para medicamentos genéricos importados, que poderá elevar a taxação para até 200% nos próximos anos.