Bradsaúde (SAUD3) paga R$ 1 bilhão de dividendos e traz resultados do 3T26
A gigante reúne tanto os negócios de saúde do Bradesco quanto os ativos da Odontoprev.
A BradSaúde (SAUD3) publicou, na noite de quarta-feira (21), seu primeiro balanço financeiro. A empresa, criada a partir dos ativos de saúde do grupo Bradesco, apresentou lucro de R$ 1,075 bilhão.
O documento surpreendeu o mercado, que esperava um resultado mais tímido. Analistas dos principais bancos de investimentos, portanto, saíram revisando seus números em relação ao ativo e já enxergam espaço para mais crescimento.
Este é o caso do Citi, que viu o resultado real ficar 11% acima das projeções. Além disso, o banco comenta que a qualidade do mix de produtos vendidos pela companhia também foi destaque entre julho e setembro.
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Diante disso, o banco norte-americano manteve recomendação de compra para os papéis, com preço -alvo de R$ 20 por ação. Considerando que as ações estão cotadas em R$ 15,40, o Citi projeta um crescimento de até 30% para os papéis.
Já o Itaú BBA chamou a atenção para o resultado financeiro, que veio 9% abaixo do que se esperava. Por outro lado, a instituição pontua que a base de clientes cresceu 7% no intervalo dos últimos 12 meses, o que é uma notícia positiva para a empresa.
O banco também não mexeu no seu posicionamento, que é de compra para SAUD3. O preço -alvo também é de R$ 20.
A XP Investimentos também publicou uma análise sobre o 3T26 da BradSaúde, destacando que a melhora operacional foi o principal destaque do balanço. O time de research da corretora destacou, ainda, que os números apontam para uma melhora na trajetória da sinistralidade.
"Apesar da valorização de 16% nas últimas três semanas, SAUD3 apresentou desempenho inferior aos pares, que avançaram, em média, 25%². O principal fator de pressão continua sendo a exposição da companhia ao resultado financeiro”, diz o relatório.
A corretora elevou o preço-alvo para as ações de R$ 18 para R$ 19. Portanto, os analistas enxergam um espaço de 25% para crescimento.
O primeiro dividendo anunciado pela SAUD3 veio recheado, conforme comunicado divulgado junto com o balanço. Serão pagos R$ 1 bilhão aos investidores, valor que é equivalente a R$ 0,34 por ação.
O provento será liberado no dia 30 de março de 2027 para quem tiver ações da companhia no final de 2 de novembro de 2026. A partir do dia seguinte, os papéis serão negociados como “data-ex”, portanto, sem direito aos dividendos.
A gigante reúne tanto os negócios de saúde do Bradesco quanto os ativos da Odontoprev.
O Citi elevou o alvo da Bradsaúde para R$ 20 e apontou dividendos de um dígito alto como apoio aos retornos, mesmo prevendo um 3T26 misto.
Para o mercado, a empresa pode virar uma das boas pagadoras de dividendos da B3.
A parceria foi celebrada por meio da subsidiária Atlântica Hospitais e Participações S.A.
A companhia lucrou R$ 1,11 bilhão no 2º trimestre de 2026, alta de 24,8% na comparação anual, impulsionada pelo grupo Bradesco.
A nova gigante da área de saúde da Bolsa brasileira vai distribuir R$ 230 milhões em JCP.
Empresa assumiu o lugar da Odontoprev, que passa a ser subsidiária da holding de investimentos em saúde.
A empresa nasce com a missão de concentrar todos os negócios de saúde do Bradesco, mas não para por aí.
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