Bradesco (BBDC4) lucra R$ 7,1 bilhões, mas ações caem após balanço
Apesar do crescimento do lucro recorrente, analistas demonstram cautela com as receitas e a qualidade do crédito; banco também anuncia recompra de ações.
🏦 Na sessão desta quarta-feira (12), as ações do Bradesco operam em baixa. Por volta das 13h59 (horário de Brasília), os papéis ordinários (BBDC3) registravam uma queda de 3,80%, atingindo o valor de R$ 10,63, e os preferenciais (BBDC4) apresentavam um recuo de 5,29%, sendo negociados a R$ 11,63.
A queda chega após o Goldman Sachs cortar a recomendação da ação do Bradesco de compra para venda, definindo um preço-alvo de R$ 11,40. A decisão foi motivada por revisões de estimativas e pela constatação de que o desempenho da ação está abaixo da média, reflexo da lenta recuperação da rentabilidade, que permanece inferior à dos concorrentes.
“O ambiente macroeconômico desafiador no Brasil, com inflação e juros em alta e crescimento do PIB mais lento, pode dificultar ainda mais a recuperação, especialmente para um banco que precisa expandir sua carteira de crédito para recuperar a lucratividade, mas opera com um índice de capital abaixo da média, enquanto realiza investimentos significativos para ganhar participação no segmento de clientes de alta renda”, explicam analistas.
Embora a equipe de análise do banco projete um crescimento médio da carteira de crédito próximo a dois dígitos em 2025, o que deve impulsionar a margem financeira com clientes, um crescimento mais lento em 2026 pode representar um risco para essa margem.
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💸 Cabe citar que o Bradesco está sendo negociado com um P/L de 6,3 vezes e um P/VP de 0,8 vez para 2025. Apesar desses múltiplos estarem abaixo da média dos bancos brasileiros (6,7 vezes e 1,3 vez, respectivamente), o banco de investimentos considera que o desconto é justificado pelo ROE projetado de 12,4% para 2025 e 13,4% para 2026.
Em contrapartida à revisão da recomendação do Bradesco, o Goldman elevou a recomendação do Santander (SANB11) de venda para neutro, com preço-alvo de R$ 28. A decisão reflete o desempenho do banco, que conseguiu manter o ROE acima do custo de capital próprio nos últimos três trimestres.
Já para o Itaú (ITUB4), o banco reiterou a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 39, baseado em um modelo de fluxo de dividendos em três estágios, utilizando um custo de capital próprio de 14,5%, crescimento de 7% no segundo estágio e taxa de crescimento terminal de 5%.
💰 Além do Bradesco, outros bancos também registram queda em suas ações no início da tarde desta quarta-feira. O ITUB4 recua 2,97%, com preço de R$ 33,62; o Banco do Rio Grande do Sul (BRSR6) tem queda de 2,63%, sendo negociado a R$ 10,35; e o Banco do Brasil (BBAS3) cai 1,92%, cotado a R$ 27,52.
Apesar do crescimento do lucro recorrente, analistas demonstram cautela com as receitas e a qualidade do crédito; banco também anuncia recompra de ações.
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