O NBOV11 é um ETF brasileiro listado na B3 que busca refletir o desempenho do Ibovespa B3 BR+, índice desenvolvido para representar os ativos de empresas brasileiras com maior negociabilidade e representatividade no mercado, incluindo tanto companhias listadas diretamente na B3 quanto determinadas empresas brasileiras listadas no exterior.
Gerido pela Nu Asset Management, o Nu Ibovespa B3 BR+ Fundo de Índice (NBOV11) é negociado na B3 e adota uma estratégia passiva. O fundo busca replicar, antes de taxas e despesas, o desempenho de seu índice de referência.
O Ibovespa B3 BR+ amplia o universo do Ibovespa tradicional ao incorporar BDRs de empresas consideradas brasileiras cuja listagem primária ocorre em bolsas dos Estados Unidos. Esses ativos precisam atender aos critérios de liquidez, presença em pregão e representatividade definidos pela metodologia da B3.
Dessa forma, o NBOV11 oferece exposição ao mercado acionário brasileiro por meio de uma carteira que considera também companhias com forte ligação à economia brasileira, mas cuja estrutura de listagem principal está no exterior.
Composição / Perfil de exposição
O NBOV11 oferece exposição principalmente a:
Ações e units integrantes do Ibovespa B3.
BDRs elegíveis de empresas brasileiras com listagem primária nos Estados Unidos.
Empresas de alta e média capitalização.
Diferentes setores da economia brasileira.
Companhias brasileiras com estruturas de listagem domésticas e internacionais.
A metodologia do Ibovespa B3 BR+ utiliza como ponto de partida todos os ativos integrantes do Ibovespa B3 no mesmo período de rebalanceamento. A esse universo são adicionados BDRs elegíveis de empresas consideradas brasileiras, desde que o ativo subjacente possua listagem primária em bolsas norte-americanas.
Entre os BDRs considerados elegíveis pela B3 em 2025 estavam empresas como Nu Holdings, XP Inc., Stone, Inter, PagSeguro, VTEX e Afya, embora a lista de ativos efetivamente elegíveis e presentes na carteira possa mudar ao longo do tempo.
Estrutura e custos
As cotas do NBOV11 são negociadas no mercado secundário da B3 durante o horário regular de negociação. O fundo é gerido pela Nu Asset Management, enquanto o Banco BNP Paribas Brasil atua como administrador e custodiante.
O NBOV11 possui taxa de administração de 0,10% ao ano e não cobra taxa de performance. Seu prazo de duração é indeterminado.
A estratégia busca acompanhar o benchmark antes da incidência de taxas e despesas. Como ocorre com ETFs passivos, custos operacionais e diferenças na implementação da carteira podem resultar em pequenas divergências entre o desempenho do fundo e o índice.
Os resultados provenientes dos ativos da carteira são refletidos no patrimônio e no valor das cotas do ETF.
História e evolução do ETF
O Nu Ibovespa B3 BR+ Fundo de Índice (NBOV11) foi lançado em 2024 pela Nu Asset Management, pouco depois da criação do próprio Ibovespa B3 BR+ pela B3. O índice havia sido lançado em agosto daquele ano, enquanto o NBOV11 iniciou suas atividades em setembro.
O produto foi apresentado como o primeiro ETF a reunir em uma única estratégia as empresas brasileiras mais negociadas por meio de ações e BDRs, ampliando o universo de exposição em relação ao Ibovespa tradicional.
A criação do Ibovespa B3 BR+ respondeu a uma mudança observada no mercado de capitais brasileiro, no qual algumas empresas com forte ligação econômica ao Brasil optaram por realizar sua listagem principal no exterior. O novo benchmark permite incorporar determinadas companhias desse grupo à representação do mercado acionário brasileiro por meio de seus BDRs negociados na B3.
Desde seu lançamento, o NBOV11 acompanha as revisões periódicas do Ibovespa B3 BR+, refletindo tanto mudanças na carteira tradicional do Ibovespa quanto a entrada ou saída de BDRs que atendam aos critérios estabelecidos pela B3.