O BDEF11 é um ETF brasileiro listado na B3 que busca refletir o desempenho de empresas de setores defensivos da economia brasileira, por meio da replicação do índice Morningstar Brazil Defensive Sectors Equal Weighted Select. O fundo é administrado pelo Banco Bradesco S.A. e gerido pela Bradesco Asset Management (BRAM), sendo negociado no mercado secundário da bolsa brasileira.
Classificado como ETF de ações brasileiras, o BDEF11 adota gestão passiva. A estratégia consiste em investir em empresas nacionais pertencentes a setores considerados defensivos, ou seja, com resultados historicamente mais estáveis e previsíveis, independentemente do ciclo econômico do país, buscando refletir o desempenho dessas companhias no mercado local.
A carteira é composta por ações de empresas brasileiras dos setores de utilidade pública, saúde e consumo não cíclico. A ponderação segue o critério de pesos iguais (equal weight) entre os ativos elegíveis, com reconstituição semestral da carteira, considerando dados dos dois meses anteriores ao rebalanceamento.
Composição e perfil de exposição
O ETF BDEF11 oferece exposição a:
- Empresas de utilidade pública (energia elétrica, saneamento).
- Empresas do setor de saúde.
- Empresas de consumo não cíclico (bens e serviços essenciais).
O BDEF11 busca refletir o desempenho de companhias brasileiras menos expostas às oscilações do ciclo econômico, acompanhando a dinâmica desses setores no mercado local.
Estrutura e custos
A criação e o resgate de cotas são realizados por participantes autorizados. O fundo possui taxa de administração de 0,20% ao ano. Não há taxa de performance.
Como todo ETF listado na B3, não distribui dividendos diretamente ao cotista, os proventos recebidos das empresas da carteira são reinvestidos no fundo. Seu prazo de duração é indeterminado.
História e evolução do ETF
O BDEF11 foi lançado em fevereiro de 2023 pela Bradesco Asset Management, sendo o primeiro ETF brasileiro a reunir setores considerados defensivos em uma única carteira, com o objetivo de oferecer ao investidor um instrumento para posições táticas mais conservadoras dentro da bolsa brasileira.
Ao longo do tempo, passou a integrar a oferta de ETFs temáticos e setoriais no Brasil, funcionando como alternativa para investidores que buscam menor volatilidade em relação ao Ibovespa em períodos de instabilidade econômica.
Nos últimos anos, seu comportamento tem refletido a resiliência relativa dos setores de utilidade pública, saúde e consumo não cíclico frente às oscilações do ciclo econômico brasileiro, sendo influenciado por fatores como política de juros, inflação e regulação setorial.