Suzano, Embraer e Weg vão na contramão do mercado e caem após eleição; entenda

A Vale também opera em queda no primeiro pregão depois do fechamento das urnas.

Publicado em 05/10/2026 às 16:01h Publicado em 05/10/2026 às 16:01h por Marina Barbosa
A queda das empresas reflete o baque do dólar, que voltou a ser cotado abaixo de R$ 5 após o 1º turno das eleições de 2026 (Imagem: Shutterstock)
A queda das empresas reflete o baque do dólar, que voltou a ser cotado abaixo de R$ 5 após o 1º turno das eleições de 2026 (Imagem: Shutterstock)
A Bolsa brasileira bateu novos recordes nesta segunda-feira (5), com o mercado reagindo ao resultado das eleições. Porém, algumas gigantes da B3 não conseguiram surfar nessa onda de euforia.
O destaque é da Suzano (SUZB3) e da Embraer (EMBJ3), que chegaram a cair mais de 5% no primeiro pregão após o primeiro turno das eleições de 2026. 
 
Weg (WEGE3), Vale (VALE3) e Klabin (KLBN11) também pegaram muitos investidores de surpresa, com quedas superiores a 2%, que destoavam da alta de quase 9% do Ibovespa.
De acordo com especialistas, o motivo para o baque está no câmbio, já que boa parte da receita dessas empresas vem do exterior e o dólar afundou após os resultados das urnas, voltando a ser negociado abaixo de R$ 5.
O head da mesa de renda variável e sócio da AW Capital, Lucas Xavier, explicou que a queda do dólar pode achatar as receitas dessas companhias e ainda levou muitos investidores a abrir mão destas posições para buscar outras que tendam a se beneficiar melhor do ciclo político e econômico que está sendo desenhado, como os bancos.
"Com a moeda americana caindo mais de 4% em relação ao real, é inevitável que isto impacte no valor de mercado percebido destas empresas", afirmou Xavier.
No caso da Vale, a ação ainda é pressionada pela queda do minério de ferro diante da desaceleração da economia chinesa.

O resultado das eleições e o impacto no dólar

Flávio Bolsonaro (PL) saiu na frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno da disputa pela presidência da República, diferente do que apontavam as pesquisas eleitorais.
A direita ainda ganhou força nos governos estaduais, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
Com isso, o mercado passou a ver mais chances de uma mudança na política fiscal e de juros mais baixos no Brasil. 
O movimento impulsionou os negócios na Bolsa nesta segunda-feira (5), levando o Ibovespa a cruzar a barreira dos 200 mil pontos pela primeira vez na história. Além disso, provocou uma forte queda do dólar.
"O dólar cai motivado essencialmente por dois grandes fatores. O primeiro deles está ligado à melhora da percepção de risco do país. [...] O segundo ponto é o fluxo de capital", explicou o economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, Bruno Perri, observando que o resultado das urnas alimentou um fluxo expressivo de capital para os ativos brasileiros.
Apesar disso, especialistas recomendam manter a cautela e dizem que a Bolsa ainda pode enfrentar muita volatilidade até o segundo turno das eleições de 2026.
"O mercado antecipa a manutenção deste patamar de valorização, sustentado pelo favoritismo do candidato da direita, embora não se descartem eventuais realizações de lucro pontuais decorrentes do forte ritmo de alta recente", afirmou Perri

SUZB3

Suzano
Cotação

R$ 42,11

Variação (12M)

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DY

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P/L

6,52

P/VP

1,07