2025 é o ano do ouro caro e do dólar barato; saiba o pódio dos investimentos
Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.
O Copom (Comitê de Política Monetária) se reúne nesta terça (17) e quarta-feira (18) para definir o rumo da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic.
🏦Diante do atual cenário de incertezas, não há consenso no mercado sobre a decisão do Copom: as apostas se dividem entre a manutenção dos juros em 14,75% e uma nova alta da Selic, para 15%.
O presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, já confirmou que o Copom chega para esta reunião com suas "opções em aberto", dizendo que o momento demanda "flexibilidade e cautela".
Economistas explicam que os dados econômicos mostraram um comportamento "ambíguo" desde a última reunião do comitê, em maio.
De um lado, a inflação segue acima da meta perseguida pelo BC, mas veio melhor do que o esperado pelo mercado nas últimas divulgações.
💲 O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de maio, por exemplo, desacelerou para 0,26%, depois de ter subido 0,43% em abril. Contudo, ainda acumula 5,32% em 12 meses e a meta de inflação é de 3% ao ano, com um intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%.
Do outro, a atividade econômica segue aquecida, mas já dá sinais de desaceleração. O PIB (Produto Interno Bruto), por exemplo, avançou 1,4% no primeiro trimestre. Já a prévia do PIB cresceu apenas 0,2% em abril.
Além disso, o mercado monitora os preços do câmbio e das commodities. Afinal, o dólar está nas mínimas do ano, mas o cenário internacional, de conflitos e disputas tarifárias, pode pressionar os preços das commodities. Além disso, a questão fiscal segue no radar.
Diante desse cenário, a XP acredita que a decisão desta reunião do Copom será "apertada".
"Membros do Copom transmitiram sinais mistos nas últimas semanas. Em alguns momentos, o foco era a manutenção dos juros em patamar restritivo por um período prolongado; em outros, o foco era a calibragem da taxa Selic terminal", dizem os analistas.
📊 A XP, por sinal, chegou a projetar uma alta de 0,25 ponto percentual da Selic, mas agora aposta na manutenção dos juros em 14,75%, devido aos efeitos do aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) no custo do crédito.
Ainda assim, diz que "uma nova alta de juros de fato faria sentido", já que a atividade continua robusta e as expectativas de inflação estão bem acima da meta. E, ao mesmo tempo, ressalta que "se houver alta de juros nesta semana, tende a ser a última do ano".
Já o Itaú BBA acredita que o Copom vai manter a Selic em 14,75%. "A decisão deve refletir o estágio avançado do ciclo, as perspectivas dos efeitos defasados e cumulativos da política monetária e um ambiente de incerteza acima do usual", explica.
O banco acredita, contudo, que o fim do ciclo de alta de juros no Brasil também deve vir "com cautela e flexibilidade". Ou seja, com o Copom indicando que pode retomar o aperto monetário em caso de piora do cenário inflacionário.
Para o Itaú BBA, o Copom vai reforçar o compromisso com a convergência da inflação ao meta, indicando que os juros seguirão em um "pico contracionista por período prolongado e sinalizando que não hesitará em retomar o ciclo de alta, caso o cenário prospectivo de inflação se deteriorar".
📈 A Nomos, por outro lado, aposta na alta da Selic para 15%. A avaliação é de que os fatores que vinham sustentando a aposta de manutenção dos juros tornaram-se menos claros. Entre eles, a queda dos preços do petróleo, interrompida pelos conflitos no Oriente Médio.
A possibilidade de uma desaceleração acentuada da economia americana também não se confirmou, o que reforça a manutenção de juros elevados por lá, o que também pressiona a política monetária no Brasil, lembrou o economista e diretor da Nomos, Beto Saadia.
Ele acredita, então, que "caso o comitê opte por manter os juros inalterados, uma alternativa será reforçar a sinalização de um cenário de juros elevados por um período mais prolongado do que o inicialmente previsto".
🗓️ A manutenção de juros altos por um período prolongado, por sinal, é consenso entre os economistas. A XP, por exemplo, só vê condições para o início dos cortes de juros no segundo trimestre de 2026.
Segundo o Boletim Focus, a expectativa do mercado é de que a Selic termine este ano nos atuais 14,75%, caia para 12,50% em 2026, 10,50% em 2027 e 10,00% em 2028.
Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.
Saiba quais classes de investimentos são destaques positivos no mês e quais deram dor de cabeça aos investidores
Einar Rivero, CEO da Elos Ayla, revela a rentabilidade dos principais investimentos em novembro e nos últimos 12 meses.
Títulos de renda fixa isentos financiam tanto o agronegócio quanto o mercado imobiliário.
Títulos de renda fixa isentos que financiam o agronegócio e o mercado imobiliário são favoritos dos analistas.
Analistas do banco estudaram a relação dos cortes de juros sobre a lucratividade das companhias.
Companhia vê sua lucratividade descarrilhar -39,2% durante o terceiro trimestre do ano.
Taxas oferecidas pelos investimentos do Banco Master disparam após sua venda ao BBR ser negada pelo Banco Central.
Cadastre sua conta
Já tem uma conta? Entrar
Olá! Você pode nos ajudar respondendo apenas 2 perguntinhas?
Oba! Que ótimo saber que você curte nosso trabalho!
Já que você é um investidor Buy And Hold e adora nossa plataforma, gostaria de te apresentar uma solução que vai turbinar o retorno de seus investimentos! Topa?