BTG (BPAC11) recebe licença para operar como banco no Peru
A licença encerra o processo regulatório iniciado pelo BTG Pactual em julho de 2025.
As ações do BTG Pactual (BPAC11) passam por um dia de forte alta na bolsa de valores. Por volta das 13h, os papéis registravam uma alta superior a 10%, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.
Na B3, os ativos são negociados acima de R$ 44 pela primeira vez na história, com acréscimo de quase 20% em valor de mercado. Com isso, o valuation do banco de investimentos já opera acima dos R$ 200 bilhões.
O movimento de forte alta vem na sequência da publicação do balanço financeiro do segundo trimestre de 2025. Entre abril e junho, a companhia apresentou um lucro líquido de R$ 4,2 bilhões, com aceleração de 42% em relação ao mesmo período do ano passado.
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Houve um crescimento acelerado também nas receitas totais do BTG, que chegaram a R$ 8,3 bilhões no fim do 2T25. Já a rentabilidade ROE avançou quase 41%, terminando o trimestre em 27,1%, ainda de acordo com o documento.
“Esses números refletem nossa capacidade de geração de valor de forma consistente e a solidez do nosso modelo de negócios diversificado. Seguimos investindo na expansão e sofisticação de nossas plataformas, com foco contínuo em eficiência, disciplina de capital e na oferta completa de produtos e serviços aos nossos clientes.”, afirmou Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual, em comunicado à imprensa.
Não demorou muito para que os principais analistas do mercado financeiro fizessem comentários sobre a performance do banco. Uma das primeiras equipes foi a da Genial Investimentos, que disse que o balanço do BTG “roubou a cena do trimestre”, mesmo sem ter uma cobertura direta para as ações.
Já a equipe do Citi manteve a recomendação de compra para o ativo, focando em um preço-alvo de R$ 47, com upside de até 10% em relação aos níveis atuais. Os analistas destacam que a alavancagem operacional permite que as receitas superam as despesas e que, futuramente, haja uma melhora na lucratividade.
Já a equipe do BB Investimentos relembrou as compras recentes do HSBC no Uruguai e do Julius Baer, destacando que não há sinais de que a trajetória de crescimento possa terminar tão cedo. “Apesar do ambiente monetário restritivo, o BTG deve continuar capturando ganhos de sinergia em sua estrutura de receitas diversificadas enquanto segue ampliando sua bandeira e atuação a nível global”, pontuou o analista Rafael Reis.
A licença encerra o processo regulatório iniciado pelo BTG Pactual em julho de 2025.
Banco passa a concorrer com empresas como Alelo e outras instituições que atuam no segmento.
A carteira de crédito chegou a R$ 366,6 bilhões, crescimento de 24% em 12 meses.
O provento foi aprovado pouco antes da apresentação dos resultados do banco no 2T26.
Segundo o comunicado, a partir de 04 de setembro, clientes da Mynt serão migrados gradualmente para o banco.
O banco planeja replicar seu portfólio no Uruguai, incluindo gestão de fortunas, varejo e crédito corporativo.
A gestora do banco comprou uma participação no ativo de R$ 1,4 bilhão e deve deter cerca de 80% do empreendimento, segundo o Valor.
O BTG subiu para o 6º lugar da lista, após registrar um lucro recorde no 1º trimestre de 2026.
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