Lula deve anunciar programa para comprar dívidas de famílias nesta sexta

Plano em preparação prevê descontos de até 95% e ainda discute como será a eventual devolução dos valores ao governo.

Publicado em 25/09/2026 às 10:49h Publicado em 25/09/2026 às 10:49h por Wesley Santana
Novo Desenrola vai servir para dívida antigas e de baixo valor (Imagem: Shutterstock)
Novo Desenrola vai servir para dívida antigas e de baixo valor (Imagem: Shutterstock)

Em mais um movimento para diminuir a inadimplência das famílias, o governo Lula (PT) prepara um pacote para comprar dívidas antigas. A estratégia é adquirir as pendências com descontos de até 95%, com garantia de pagamento pelo Tesouro.

De acordo com informações do jornal Valor, estariam dentro deste novo programa dívidas de pequenos valores. Além disso, seriam aquelas com vencimento já bastante antigo, como décadas.

Para participar, as empresas teriam que participar de uma espécie de leilão público. Desta forma, quanto mais descontos oferecessem, maior seria a probabilidade de pagamento.

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O Planalto já teria formatado todo o programa, mas estaria com dificuldades para fechar como as famílias devolveriam isso aos cofres públicos. Foi discutida uma eventual renúncia, mas ainda não está descartada a devolução de parte dos valores pagos pelo governo.

Nas últimas semanas, o governo tem anunciado uma série de novidades, dentro do período eleitoral. O grupo de Lula, inclusive, teria discutido o risco de que esse novo projeto esbarrasse na legislação eleitoral.

As eleições gerais acontecem em menos de dois dias, e as pesquisas eleitorais mostram uma situação cada vez mais apertada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Em um eventual segundo turno entre eles, ambos permanecem numericamente empatados, de acordo com os últimos levantamentos publicados.

Bets no radar

O anúncio do novo programa de dívidas deve acontecer nesta tarde, por volta das 17h. No mesmo evento, o governo deve anunciar uma nova legislação para as chamadas bets, que são as plataformas de apostas virtuais.

Ainda não se sabe por qual caminho o governo decidiu seguir, se pela limitação das apostas ou pela proibição. Nos últimos dias, as empresas começaram a fazer uma espécie de lobby em vários setores que dependem do patrocínio dessas casas, como futebol e mídia.