Ibovespa passa a liderar ranking de melhores bolsas do ano após eleição; veja top 10

O desempenho do Ibovespa em dólares saltou de 19,23% para 41,72% com o rali eleitoral.

Publicado em 08/10/2026 às 17:33h Publicado em 08/10/2026 às 17:33h por Marina Barbosa
O Ibovespa em dólares disparou 12,84% no pregão após o 1º turno (Imagem: Shutterstock)
O Ibovespa em dólares disparou 12,84% no pregão após o 1º turno (Imagem: Shutterstock)
Além de levar o Ibovespa a patamares históricos, o rali eleitoral colocou o Brasil na dianteira do ranking de melhores bolsas do ano.
🚀 O Brasil saltou da 4ª para a 1ª posição na lista das bolsas que mais subiram em 2026 após o pregão da última segunda-feira (5), quando o Ibovespa disparou com o mercado reagindo ao resultado das urnas.
Levantamento da Elos Ayta Consultoria explica que o Ibovespa em dólares já acumulava uma valorização de 19,23% no ano antes do primeiro turno das eleições, mas passou a ostentar um ganho de 41,72% após a disparada de segunda-feira (5). 
Com isso, o Brasil superou o desempenho dos principais índices acionários da Colômbia, do Japão e do Peru e assumiu a liderança das bolsas que mais entregaram ganhos para o investidor em 2026, até 5 de outubro.
O levantamento considera o desempenho em dólares de 21 índices de ações internacionais e revela que, nesse período, o Ibovespa subiu mais do que o dobro dos principais índices americanos e europeus.
Em Wall Street, o melhor desempenho foi do Nasdaq, que avançou 18,22% no período. Já na Europa, o maior ganho foi de 12,83%, na Holanda.

Veja as bolsas que mais subiram no ano, até 5 de outubro (em dólares):

  • Ibovespa (Brasil): 41,72%;
  • Nikkei 225 (Japão): 38,00%;
  • Msci Colcap (Colômbia): 36,29%;
  • Msci Nuam (Peru): 35,36%;
  • Nasdaq (EUA): 18,22%;
  • S&P 500 (EUA): 13,56%;
  • AEX (Holanda): 12,83%;
  • PSI (Portugal): 8,11%;
  • FTSMIB (Itália): 7,99%;
  • Dow Jones (EUA): 6,67%.

O efeito do câmbio

💸 A forte alta do Ibovespa em dólares se deve a dois motivos principais: a própria disparada do Ibovespa e a valorização do real no pregão da última segunda-feira (7).
Em reais, o Ibovespa saltou 7,70% depois que o mercado recebeu o resultado do primeiro turno das eleições. Já o dólar afundou 4,12%. 
A combinação dos dois movimentos rendeu uma valorização de 12,84% ao Ibovespa em dólares. Foi o sexto melhor desempenho diário do índice desde janeiro de 2000, segundo a Elos Ayta Consultoria.

E o desempenho do IBOV em reais?

Quando o Ibovespa é medido em reais, os números e a posição do Brasil no ranking das bolsas mundiais mudam. Ainda assim, os dados apontam para uma valorização expressiva do mercado brasileiro em 2026, sobretudo depois das eleições. 
📈 O Ibovespa já acumulava uma valorização de 19,24% no ano antes do primeiro turno das eleições, mas disparou 7,70% e cruzou pela primeira vez na história a barreira dos 200 mil pontos no "Flávio Day". Com isso, alcançou um retorno de 28,42% no acumulado de 2026, até 5 de outubro.
O desempenho é superior ao registrado pelo IBOV no mesmo período de 2025 (20%), mas não garante ao Brasil a liderança no ranking das bolsas de maior alta no ano em valores nominais.
Quando o desempenho das bolsas mundiais é comparado nessa ótica, o Brasil fica em terceiro lugar, atrás de Japão e Peru, que subiram cerca de 38% nas suas moedas.
"A diferença está no comportamento das moedas. Enquanto o fortalecimento do real amplia o ganho brasileiro, a conversão reduz os retornos de Japão e Peru", explicou o CEO da Elos Ayta Consultoria, Einar Rivero, em coluna para o "E-investidor".
De acordo com a Elos Ayta, o dólar recuou 9,39% frente ao real no ano até 5 de outubro. Foi a segunda maior queda entre as 27 moedas acompanhadas pela consultoria, atrás apenas da registrada frente ao peso colombiano.

O que explica esse movimento?

O Ibovespa disparou e o dólar afundou após o primeiro turno das eleições, que acabou com Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial e com a formação de um Congresso mais alinhado à direita.
A avaliação do mercado é de que a eventual mudança de governo poderia levar a reformas fiscais e à queda dos juros brasileiros, destravando ganhos para as empresas brasileiras. 
Diante dessa percepção, os investidores estrangeiros injetaram mais de R$ 10 bilhões na B3 em uma única sessão e bancões como Morgan Stanley e o JP Morgan voltaram a recomendar a compra de ações brasileiras.