Governo propõe salário mínimo de R$ 1.741 em 2027; veja o aumento

Valor representaria reajuste de 7,4% e ganho real de 2,4% acima da inflação.

Publicado em 25/08/2026 às 07:43h Publicado em 25/08/2026 às 07:43h por Wesley Santana
Salário mínimo é o piso nacional para trabalhadores vinculados à CLT (Imagem: Shutterstock)
Salário mínimo é o piso nacional para trabalhadores vinculados à CLT (Imagem: Shutterstock)

Enquanto monta o projeto de Orçamento para 2027, o governo discute um aumento no salário mínimo. De acordo com o ministro da Fazenda, Dário Durigan, o valor será de R$ 1.741.

Se confirmado, o reajuste será de 7,4%, com ganho real de 2,4% acima da inflação. Em números, representa um acréscimo de R$ 120 na folha de pagamento de quem tem o pagamento fixado no piso nacional.

"O salário mínimo, com os reajustes previstos em lei, chega a R$ 1.741,00 no ano que vem. E, necessariamente cumprindo a legislação brasileira, dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, vai [indexar também] a Previdência, para os benefícios sociais que têm indexação do salário mínimo", disse o ministro.

O governo tem até o próximo dia 31 de agosto para enviar a proposta de Orçamento para 2027 ao Congresso Nacional. Por lá, o projeto será avaliado pela Comissão Mista de Orçamento, que pode ou não dar aval para o texto.

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O governo tem atenção especial ao salário mínimo porque impacta não só os gastos das empresas, mas também os do próprio poder público. Isso porque os pagamentos previdenciários, além de benefícios sociais como o seguro-desemprego e o abono salarial, estão atrelados ao piso.

"Para o ano que vem, a gente projeta o aumento das obrigatórias um pouco inferior ao aumento geral do orçamento. As medidas têm o condão de dar racionalidade, de que modo que a regra com ganho real do arcabouço fiscal vai ter um ganho real maior do que as obrigatórias amplamente consideradas", continuou o ministro.

Atualmente, o salário mínimo está fixado em R$ 1.621 por mês. Por hora, o valor é de R$ 7,37, enquanto a diária está em R$ 54,04, que vale apenas para contratos específicos.

O último aumento dado pelo governo foi de 6,79%, equivalente a R$ 103. No ano anterior, o piso nacional era de R$ 1.518.

“Todas as definições foram tomadas e tenho muito orgulho de poder apresentar um orçamento para o Congresso, junto com o presidente Lula, que é muito diferente do orçamento que a gente recebeu, um orçamento de último ano da gestão que é muito robusto”, afirmou o ministro a jornalistas.

Na mesma coletiva de imprensa, o ministro aproveitou para fazer uma espécie de marketing do governo, destacando a estratégia de ganho real do presidente Lula (PT). Elevar o piso acima da inflação foi uma promessa de campanha, ainda em 2022.

“O governo anterior que não deu reajuste para o trabalhador brasileiro, que voltou a pagar imposto de renda, não teve reajuste do salário mínimo, teve mais pobreza, fila do osso. E aqui é outro papo, nós estamos falando de uma administração que tem compromisso com as pessoas”, completou Durigan.