FMI reduz previsão para PIB do Brasil em 2026 e vê crescimento de 2,2%

Fundo Monetário Internacional diminuiu a estimativa para a economia brasileira, enquanto elevou a projeção de crescimento global para 3,1%.

Publicado em 14/10/2026 às 09:08h Publicado em 14/10/2026 às 09:08h por Wesley Santana
PIB é o resultado da atividade econômica de um país (Imagem: Shutterstock)
PIB é o resultado da atividade econômica de um país (Imagem: Shutterstock)

Em relatório publicado nesta terça-feira (13), o FMI (Fundo Monetário Internacional) revisou suas expectativas para a economia brasileira. A entidade agora prevê que o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil deve terminar o ano em 2,2%, ante os 2,4% previstos anteriormente.

A revisão está apoiada na estratégia do Banco Central de manter os juros altos por mais tempo para controlar a inflação. Diante disso, a economia tende a se movimentar com mais lentidão, afetando o resultado anual.

Já para a economia global, o FMI projetou um crescimento de 3,1% no lugar dos 3% previstos em julho. Parte deste movimento se fundamenta nos investimentos feitos em tecnologia, especialmente em inteligência artificial nos últimos meses.

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Os dados fazem parte do relatório Perspectivas Econômicas Mundiais, divulgado em um evento realizado em Bangkok, na Tailândia. O documento destaca, porém, que o movimento está intensivamente ligado com a guerra no Irã, que deve ditar os rumos da economia global ainda nos próximos meses, destacou.

Os olhos dos analistas estão atentos especialmente aos preços dos petróleos, que continuam acima da média histórica. Em alguns momentos, o petróleo chegou a ser negociado na faixa de US$ 130 por barril, reduzindo as projeções econômicas de muitos agentes importantes.

Dívida pública sob alerta

O relatório ainda destaca a trajetória da dívida pública e faz um alerta sobre os próximos meses. Os analistas apontaram que a dívida dos países pode atingir a faixa de 100% do PIB global até o fim de 2029, se continuar nesta velocidade.

A dívida pública se trata da emissão de títulos públicos pelos governos para financiar seus projetos. Entre os maiores devedores, destacam-se os governos dos Estados Unidos, da China e do Japão, que juntos somam mais de US$ 70 trilhões.

No final de 2025, a dívida pública global já havia atingido 94% do PIB, mas ainda segue aumentando. Parte dos esforços está focada nas despesas previdenciárias e de Defesa.

"A mensagem geral é clara. Os riscos orçamentais estão a aumentar e é urgentemente necessária ação em muitos países", afirmou. "Não sabemos onde estão os pontos de rutura, mas quanto mais se espera, maior é o risco de estarmos próximos de um deles", continuou.

Impacto nos jovens

O FMI também fez um alerta sobre o impacto da IA no mercado de trabalho, especialmente em relação aos jovens. De acordo com a entidade, o crescimento da tecnologia pode diminuir em até 40% as oportunidades.

“É um tsunami que avança lentamente, mas não deixa de ser um tsunami. Estimamos que, a longo prazo, o impacto no emprego a nível global seja de cerca de 40% dos postos de trabalho, que serão reforçados, desvalorizados ou eliminados”, afirma Kristalina Georgieva, diretora-geral do FMI.

O impacto seria ainda mais expressivo nos países desenvolvidos, que podem sofrer um corte de 60% das vagas. Já nos de baixa renda, seria de 23%, de acordo com as estatísticas da entidade.