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A Samsung é a nova empresa a fazer parte de um grupo composto por apenas outras dez empresas do mundo. A companhia da Coreia do Sul superou o valor de mercado de US$ 1 trilhão pela primeira vez na história, segundo dados do monitor CompaniesMarketCap.
No fechamento desta reportagem, o valor de mercado da sul-coreana era de US$ 1,2 trilhão, acima de marcas como Walmart, Berkshire Hathaway e JPMorgan Chase, que estão todos abaixo deste patamar. A Taiwan Semiconductor Manufacturing é a única empresa asiática a compor o grupo, que tem ganhado cada vez mais componentes, hoje avaliada em US$ 2 trilhões.
O desempenho da Samsung vem depois que a companhia divulgou um balanço trimestral recorde. A empresa ampliou suas receitas com vendas de chips de inteligência artificial, já que elevou os preços, como fizeram outras fabricantes.
"Há uma enorme escassez de chips de memória DRAM e NAND devido à demanda enorme por IA, que é muito carente de memória devido à alta largura de banda e necessidades de armazenamento da IA", disse Yu Jing Jie, analista de ações tecnológicas da Morningstar, em relatório divulgado pela Bloomberg.
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Com isso, no primeiro trimestre deste ano, a companhia alcançou US$ 39,4 bilhões em lucro líquido, superando parte das projeções do mercado. Já as receitas do período ficaram na casa de US$ 90 bilhões, conforme documento publicado pela diretoria.
Nesta quarta-feira (6), os papéis são negociados com alta de 13% na Bolsa de Seul, onde a companhia está listada. Por volta das 11h, as ações eram negociadas em 266 mil wones sul-coreanos.
O grande destaque do ativo é que vem entregando recordes sucessivos aos investidores em vários cenários. Em seis meses, a valorização é de 168%, enquanto, em um ano, chega a 389%, conforme informações da bolsa local.
Outro fator que tem influenciado o movimento das ações da Samsung é um eventual acordo com uma de suas concorrentes, a Apple. A norte-americana estaria sondando a asiática para um acordo sobre a produção de chips para seus equipamentos portáteis.
A Agência Reuters destacou que os oficiais da Apple já teriam feito diversas visitas às fábricas e escritórios da Samsung nas últimas semanas. A ideia é ter um segundo fornecedor como alternativa ao trabalho que hoje é feito exclusivamente pela TSMC.
As negociações acontecem em um cenário de escassez de chips de processamento, que vem se arrastando desde a pandemia. No entanto, a situação tem ficado cada vez mais séria, afetando as projeções da Apple para a produção de celulares e computadores.
Para além do recorde da própria Samsung, a Bolsa de Seul também sentiu o impacto da valorização de uma de suas principais companhias. Também nesta quarta, o índice KOSPI bateu seu recorde histórico ao atingir a marca de 7 mil pontos pela primeira vez.
Desde o começo do ano, a valorização do indicador do mercado acionário coreano já chega a 71%. Em um ano, a aceleração é ainda maior, de 186%, conforme dados da bolsa local.
Além da Samsung, o KOSPI é composto por ações das seguintes marcas globais: LG, Hyundai Motor, Kia, Posco, KB Financial e outras.
"Apesar dos altos preços do petróleo e rendimentos dos títulos provocados pelos ruídos da guerra no Irã, as condições do fluxo estrangeiro estão melhorando", comenta Han Ji-young, analista da Kiwoom Securities.
A Samsung é uma empresa da Coreia do Sul, portanto, não negocia suas ações na B3. Apesar disso, os investidores brasileiros têm alternativas para comprar papéis da companhia.
Uma delas é por meio dos ADRs, negociados diretamente na Nasdaq, nos Estados Unidos. Por lá, cada opção pode ser adquirida por US$ 140, em corretoras estrangeiras ou que oferecem contas no exterior, como Nomad, Inter Global e outras.
Uma segunda opção é por meio de ETFs que sigam índices que incluam as ações da Samsung. É o caso do Investo Emergentes (IVWO11), que acompanha as bolsas de mercados em desenvolvimento, que custa cerca de R$ 20 por cota.
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