Americanas (AMER3) consegue autorização para vender imóveis no Rio por R$ 130 milhões
A proposta de maior valor envolve um imóvel no bairro de Laranjeiras.
A Americanas (AMER3) informou nesta quarta-feira (17) que mais um grupo de credores aderiu ao seu plano de recuperação judicial. Com isso, a companhia poderá, entre outras coisas, flexibilizar os termos de venda de seus ativos.
🤝 Segundo a Americanas, os credores titulares da maioria dos créditos quirografários (isto é, aqueles que não têm garantia no pagamento) assinou um termo de adesão ao plano de recuperação judicial, que já produz efeitos a partir desta quarta-feira (17).
O acordo foi acertado depois que a companhia apresentou ações para "melhor permitir a consecução dos objetivos" de pagamento dessa classe de credores. A Americanas deve, por exemplo, emitir debêntures nos próximos 90 dias úteis para reestruturar e pagar parte do saldo.
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💲 Além disso, o acordo autoriza mecanismos mais flexíveis para a venda dos ativos da Americanas -as empresas Hortifruti Natural da Terra, Uni.Co, AME e Digital. O objetivo, segundo a companhia, é "maximizar o valor de venda de tais ativos para pagamento de credores".
A Americanas poderá, então, segregar essas empresas em diferentes UPIs (Unidades Produtivas Isoladas). Ou seja, dividi-las em diferentes unidades de negócio que podem ser vendidas durante o processo de recuperação judicial.
A Americanas já procurou compradores para a Hortifruti Natural da Terra e a Uni.Co, mas acabou suspendendo os processos de venda. Depois, também passou a considerar parcerias para a sua operação digital e a fintech Ame como uma forma de levantar dinheiro.
A proposta de maior valor envolve um imóvel no bairro de Laranjeiras.
A varejista recebeu R$ 1,875 milhão pela venda de mais uma loja da Hortifruti Natural da Terra e chegou à 5ª de 10 unidades do contrato.
O objetivo é levantar ao menos R$ 129,9 milhões com a venda de 3 imóveis no Rio de Janeiro.
Expectativa é que acordo gere mais informações sobre esquema que provocou rombo bilionário.
A transação engloba a venda integral das operações de dez unidades deficitárias localizadas no estado de São Paulo.
Varejista divulgou balanço do segundo trimestre de 2026 nesta quarta-feira (12).
Despacho que autorizou buscas afirma que há indícios de que acionistas de referência tinham conhecimento das manipulações contábeis da companhia.
A empresa diz que as reclamações dos credores são antigas e já foram respondidas.
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