O Investo MVIS Global Rare Earth/Strategic Metals ETF (RARA11) é um ETF brasileiro listado na B3 que oferece exposição global a empresas envolvidas na produção, refino e reciclagem de terras raras e metais estratégicos.
Gerido pela Investo Gestão de Recursos, o Investo MVIS Global Rare Earth/Strategic Metals Fundo de Índice (RARA11) é negociado em reais na B3 e utiliza como principal veículo de exposição o VanEck Rare Earth and Strategic Metals ETF (REMX), negociado na NYSE Arca.
O ETF segue uma estratégia passiva associada ao MVIS Global Rare Earth/Strategic Metals Index, benchmark que acompanha algumas das maiores e mais líquidas empresas globais envolvidas na indústria de terras raras e metais estratégicos.
A estratégia abrange materiais utilizados em diferentes indústrias estratégicas, incluindo veículos elétricos, energia renovável, eletrônicos avançados e equipamentos de defesa. Entre os materiais representados estão terras raras, lítio, cobalto, titânio e tungstênio, entre outros metais considerados estratégicos.
Composição / Perfil de exposição
O RARA11 oferece exposição principalmente a:
Empresas globais de mineração de terras raras e metais estratégicos.
Companhias envolvidas em refino, processamento e reciclagem.
Produtores de lítio, tungstênio, molibdênio e outros minerais estratégicos.
Materiais utilizados em veículos elétricos, energia renovável, eletrônicos e defesa.
Diferentes mercados desenvolvidos e emergentes.
Mercado acionário internacional e exposição cambial.
O MVIS Global Rare Earth/Strategic Metals Index utiliza uma metodologia temática para selecionar empresas diretamente ligadas à cadeia de terras raras e metais estratégicos.
A exposição geográfica é ampla. A carteira do REMX inclui empresas de países como China, Austrália, Estados Unidos, Canadá, Chile e Brasil, fazendo com que o desempenho da estratégia reflita diferentes regiões da cadeia mundial de minerais estratégicos.
Entre as principais posições do REMX em abril de 2026 estavam Albemarle, Pilbara Minerals, Lynas Rare Earths, China Northern Rare Earth Group, Liontown Resources, MP Materials, Ganfeng Lithium, Sociedad Química y Minera de Chile (SQM), Xiamen Tungsten e Almonty Industries. Naquele momento, o ETF possuía 34 ativos, embora tanto o número quanto os pesos dos componentes possam mudar ao longo do tempo.
Estrutura e custos
As cotas do RARA11 são negociadas no mercado secundário da B3 durante o horário regular de negociação. A Investo Gestão de Recursos atua como gestora do fundo, enquanto o BTG Pactual Serviços Financeiros é responsável pela administração.
A exposição internacional é obtida principalmente por meio do VanEck Rare Earth and Strategic Metals ETF (REMX). O ETF norte-americano possui expense ratio de 0,53% ao ano, custo incorporado à estrutura do investimento subjacente.
O RARA11 também possui custos próprios associados à sua estrutura brasileira. Dessa forma, o custo total da estratégia deve considerar as despesas do fundo local e aquelas existentes no ETF-alvo.
História e evolução do ETF
O RARA11 foi lançado em 2026, com suas cotas começando a ser negociadas na B3 no fim de junho. O produto marcou a chegada do primeiro ETF especificamente dedicado a minerais críticos à bolsa brasileira.
O fundo foi desenvolvido para proporcionar aos investidores brasileiros acesso, por meio de um ativo negociado localmente, a uma cadeia global que ganhou relevância econômica e geopolítica devido à utilização de minerais estratégicos em tecnologias avançadas, transição energética e defesa.
Sua estratégia utiliza o REMX, ETF norte-americano lançado em 2010, como principal veículo de exposição. O fundo da VanEck acompanha o MVIS Global Rare Earth/Strategic Metals Index e investe em empresas globais ligadas à produção, refino e reciclagem desses materiais.
Por ter sido lançado apenas em 2026, o RARA11 ainda possui um histórico próprio limitado. Seu comportamento tende a refletir a evolução do REMX, das empresas que integram o benchmark, dos preços e da demanda por minerais estratégicos e das condições cambiais e geopolíticas que afetam essa cadeia global.