O RARA11 é o ticker do Investo MVIS® Global Rare Earth/Strategic Metals Fundo de Índice, ETF brasileiro listado na B3 e administrado pela Investo. O fundo busca replicar no Brasil o REMX, VanEck Rare Earth and Strategic Metals ETF, negociado na Bolsa de Nova York.
O RARA11 é um ETF de ações temático, com exposição global a empresas envolvidas na produção, refino e reciclagem de metais de terras raras e metais estratégicos. A gestão é passiva, com a carteira estruturada para acompanhar o desempenho do ativo e do índice de referência. O fundo é negociado em reais na B3 e possui exposição cambial ao dólar.
O RARA11 tem como ativo alvo o REMX, ETF da VanEck listado nos Estados Unidos. O índice associado à estratégia é o MVIS® Global Rare Earth/Strategic Metals Index, que mede o desempenho de empresas globais ligadas à cadeia de terras raras e metais estratégicos.
A metodologia do índice considera empresas com atuação relevante nesse segmento, incluindo companhias envolvidas em mineração, refino, processamento e reciclagem desses materiais. Segundo a documentação da Investo, apenas empresas com pelo menos 50% da receita proveniente do setor de terras raras e metais estratégicos integram o índice.
O índice utiliza ponderação por valor de mercado ajustado ao free float, com limite de concentração por empresa e rebalanceamento trimestral.
Diversificação e exposição setorial
A carteira do RARA11 oferece exposição a empresas globais ligadas à cadeia de valor de terras raras e metais estratégicos, incluindo companhias envolvidas em:
- Mineração de terras raras.
- Refino e separação de metais estratégicos.
- Produção de lítio.
- Produção de molibdênio.
- Produção de tungstênio.
- Reciclagem e processamento de minerais críticos.
Insumos utilizados em veículos elétricos, turbinas eólicas, eletrônicos avançados e equipamentos de defesa.
Entre as principais exposições geográficas informadas pela Investo estão China, Austrália, Estados Unidos, Canadá, Chile, Países Baixos, Brasil, Alemanha, Cazaquistão e França.
Entre as empresas presentes na composição divulgada aparecem companhias como Pilbara Minerals, Albemarle, China Northern Rare Earth Group High-Tech, Lynas Rare Earths, Liontown Resources, Xiamen Tungsten, MP Materials, Jinduicheng Molybdenum, Sociedad Química y Minera de Chile e Ganfeng Lithium Group.
Por se tratar de um ETF temático, o RARA11 possui exposição concentrada em uma cadeia específica da economia global. Seu desempenho pode ser influenciado por fatores como demanda por veículos elétricos, energia renovável, tecnologia, defesa, política industrial, regulação ambiental, preços de commodities, câmbio e riscos geopolíticos ligados à produção e ao refino de metais estratégicos.
Estrutura e custos
O RARA11 é negociado no mercado secundário da B3, permitindo compra e venda de cotas por meio de corretoras e demais intermediários financeiros. A criação e o resgate das cotas ocorrem conforme a estrutura operacional dos ETFs listados no mercado brasileiro.
A gestora do fundo é a Investo Gestão de Recursos Ltda., e o administrador é o BTG Pactual Serviços Financeiros S.A. DTVM. O fundo possui exposição cambial ao dólar, uma vez que replica um ETF listado nos Estados Unidos e ligado a empresas globais negociadas no exterior.
A documentação da Investo informa taxa de administração do RARA11 e também destaca que há custos associados ao ETF alvo REMX. Como ocorre com ETFs brasileiros de renda variável, os dividendos ou rendimentos recebidos pelos ativos da carteira não são distribuídos diretamente ao cotista, sendo reinvestidos no próprio fundo.
História e evolução do ETF
O RARA11 foi estruturado em um contexto de crescimento da demanda por exposição a temas ligados à transição energética, tecnologia, defesa e minerais críticos. O fundo passou a oferecer ao investidor brasileiro acesso, via B3, a uma carteira global de empresas envolvidas na produção, refino e reciclagem de terras raras e metais estratégicos.
Como se trata de um produto recente no mercado brasileiro, seu histórico próprio ainda é limitado. A evolução do ETF tende a acompanhar os movimentos do REMX, do índice MVIS® Global Rare Earth/Strategic Metals e das empresas globais ligadas a essa cadeia produtiva.
Nos próximos anos, o comportamento do RARA11 poderá refletir ciclos de demanda por minerais críticos, mudanças na oferta global, investimentos em transição energética, disputas geopolíticas por cadeias de suprimento e oscilações nos preços das companhias do setor.