O OURO11 é um ETF brasileiro listado na B3 que busca refletir o desempenho do Índice Futuro de Ouro B3 (IFGold B3), benchmark desenvolvido para acompanhar o retorno de uma carteira teórica baseada em contratos futuros de ouro.
Gerido pela Bradesco Asset Management, o fundo é negociado sob o ticker OURO11 na B3 e oferece aos investidores exposição ao comportamento do ouro por meio do mercado futuro brasileiro. Classificado como ETF de commodities, o OURO11 adota gestão passiva.
A estratégia busca acompanhar o IFGold B3, índice composto pelo primeiro vencimento do Contrato Futuro de Ouro (GLD), com rolagem mensal. Os recursos mantidos em caixa são considerados como investidos em ativos indexados à taxa DI de um dia ou à Selic Over.
Dessa forma, o OURO11 não mantém necessariamente ouro físico nem depende de um ETF internacional lastreado no metal. Sua exposição é obtida principalmente por meio de contratos futuros negociados no mercado brasileiro.
Composição / Perfil de exposição
O OURO11 oferece exposição principalmente a:
Contratos futuros de ouro.
Preço internacional do ouro.
Mercado brasileiro de derivativos.
Ativos de caixa remunerados pela taxa DI ou Selic Over.
Exposição cambial associada à formação do preço do ouro.
O Índice Futuro de Ouro B3 busca representar o retorno total de uma carteira teórica composta pelo contrato futuro de ouro de primeiro vencimento. Como os contratos possuem vencimentos determinados, a metodologia realiza uma rolagem mensal, substituindo a posição que se aproxima do vencimento por contratos posteriores.
Essa estrutura diferencia o OURO11 de ETFs que obtêm exposição ao metal por meio da propriedade física de barras de ouro ou do investimento em fundos internacionais fisicamente lastreados. No OURO11, o comportamento dos contratos futuros e o processo de rolagem fazem parte da formação do retorno da estratégia.
Estrutura e custos
As cotas do OURO11 são negociadas no mercado secundário da B3 durante o horário regular de negociação. A criação e o resgate seguem os procedimentos estabelecidos pela estrutura do ETF.
O fundo possui taxa de administração e demais despesas estabelecidas em seus documentos regulatórios. Não há cobrança de taxa de performance. O OURO11 não realiza distribuição recorrente de rendimentos. Os resultados obtidos pela estratégia são incorporados ao patrimônio do fundo. Seu prazo de duração é indeterminado.
História e evolução do ETF
O B-Index ETF Ouro BRL B3 Fundo de Índice (OURO11) foi lançado em 2025 pela Bradesco Asset Management para oferecer aos investidores uma forma de exposição ao ouro por meio de contratos futuros negociados no mercado brasileiro.
O produto ampliou a oferta de ETFs de commodities disponíveis na B3 ao adotar uma estrutura diferente daquela utilizada por fundos que investem em ETFs internacionais fisicamente lastreados em ouro.
Desde seu lançamento, o desempenho do OURO11 tem refletido principalmente as oscilações do mercado de ouro, os efeitos da rolagem dos contratos futuros, a remuneração da parcela de caixa e as variações cambiais. Condições macroeconômicas globais, política monetária, inflação, demanda pelo metal e períodos de maior aversão ao risco também podem influenciar sua rentabilidade.