O ESGE11 é um ETF brasileiro listado na B3 que busca refletir o desempenho do MSCI Emerging Markets Extended ESG Focus Index, benchmark desenvolvido para representar empresas de grande e média capitalização de mercados emergentes, incorporando critérios ambientais, sociais e de governança corporativa (ESG).
Gerido pela XP Asset Management, o fundo é negociado sob o ticker ESGE11 na B3 e oferece aos investidores brasileiros exposição internacional a empresas de mercados emergentes por meio de uma estratégia que incorpora critérios ESG à construção da carteira. Classificado como ETF internacional de renda variável, o ESGE11 adota gestão passiva.
A estratégia busca acompanhar o MSCI Emerging Markets Extended ESG Focus Index, que utiliza o MSCI Emerging Markets Index como universo de referência. A metodologia procura aumentar a exposição a empresas com características ESG favoráveis, mantendo características gerais de risco e retorno semelhantes às do índice-base.
Dessa forma, o ESGE11 combina exposição a diferentes mercados emergentes com uma metodologia que considera fatores de sustentabilidade na seleção e ponderação das empresas.
Composição / Perfil de exposição
O ESGE11 oferece exposição principalmente a:
Empresas de grande e média capitalização de mercados emergentes.
Países da Ásia, América Latina, Oriente Médio e outras regiões emergentes.
Diferentes setores da economia global.
Companhias selecionadas segundo critérios ambientais, sociais e de governança.
Mercado acionário internacional.
Exposição cambial.
O MSCI Emerging Markets Extended ESG Focus Index utiliza como ponto de partida as empresas integrantes do MSCI Emerging Markets. A partir desse universo, a metodologia utiliza um processo de otimização destinado a aumentar a exposição a fatores ESG positivos, mantendo características de risco e retorno semelhantes às do benchmark amplo de mercados emergentes.
A metodologia também estabelece exclusões para determinadas atividades consideradas incompatíveis com os critérios do índice. Entre elas estão tabaco, armas controversas, armas de fogo civis, carvão térmico e oil sands.
A carteira proporciona exposição geográfica diversificada. Entre os mercados historicamente representados estão China, Taiwan, Índia, Coreia do Sul e Brasil, além de outros países classificados pela MSCI como mercados emergentes. A participação de cada país e empresa pode variar ao longo do tempo conforme as revisões do benchmark.
Estrutura e custos
As cotas do ESGE11 são negociadas no mercado secundário da B3 durante o horário regular de negociação, permitindo investimento a partir de uma cota. O fundo possui taxa de administração de 0,30% ao ano.
A estratégia não tem como objetivo realizar distribuições recorrentes de rendimentos aos cotistas. Os resultados provenientes dos investimentos são refletidos no patrimônio e no valor das cotas do fundo.
Por se tratar de uma estratégia internacional, o desempenho em reais também incorpora os efeitos das variações cambiais entre o real e as moedas às quais os ativos da carteira estão expostos.
História e evolução do ETF
O Trend ETF MSCI Emerging Markets ESG (ESGE11) foi lançado em 2021 para ampliar o acesso dos investidores brasileiros a empresas de mercados emergentes selecionadas por meio de critérios ESG. Suas cotas começaram a ser negociadas na B3 naquele ano.
O ESGE11 foi lançado juntamente com o ESGD11, direcionado a mercados desenvolvidos fora dos Estados Unidos e Canadá. Os três produtos ampliaram a oferta de ETFs internacionais com critérios ESG disponível aos investidores brasileiros.
Desde seu lançamento, o desempenho do ESGE11 tem refletido tanto os ciclos dos mercados emergentes quanto a performance das empresas selecionadas pela metodologia ESG do benchmark. Fatores como crescimento da China e de outras economias emergentes, política monetária global, fluxos de capital e movimentos cambiais exercem influência sobre seu comportamento.