Carteira de quem já passou fome
Sim, já passei fome... Há 23 anos eu junto tudo o que posso e nos últimos 10 tenho aplicado. Comecei com R$20 por mês, era o que dava na época. Nunca ganhei…
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Bom dia. Tudo certo?
Em qual aspecto a rentabilidade te preocupa? Refere-se ao ganho até o presente momento, ou com as expectativas do futuro?
O que eu vou falar pode ser muito pessoal, e talvez não seja o correto para todo mundo. Mas achei sua carteira bastante pulverizada. Você investe em todas as categorias, e dentro de cada categoria tem pelo menos 6, 8 ativos. No meu modo de ver, você acaba fragmentando e isso acaba diminuíndo a possibilidade de variações grandes. O que é bom pra quem é conservador, mas ao mesmo tempo ruim porque a rentabilidade sobe aos poucos.
Lembrando também que a concentração do seu dinheiro está em renda fixa, então a rentabilidade não vai disparar. É algo consistente e seguro. Variação vem dos ativos e a exposição é baixa. 12 mil pulverizado em 6 ativos (BBAS3, VALE3, PETR4, AURE3, BBSE3, EGIE3), fora Stock, Fiis..
Então, novamente, chego ao ponto de pulverização. As empresas que você está exposto são ótimas. Vejo que o setor de energia é muito bom no momento atual, visto a alta inflação energética ocasionada pela crescente demanda, com ênfase no setor IA. Petroleiras e Mineradoras também são ótimas e acho que casam com o cenário atual no ciclo global.
FIIs eu não gosto, não invisto, então não tenho nada a contribuir neste ponto.
Eu sou perfil 100% risco. Gosto muito de estudar uma única tese e apostar tudo nela. É ir ou afundar, literalmente, e neste momento estou comprado em construtoras. Acredito que a mudança de regime no Brasil tenderá a causar uma aceleração destes ativos.
E, por fim, fica a minha dúvida: só eu que acho pulverizada a carteira do amigo, ou tem mais gente que vê desta forma também? Pro capital que ele tem, eu teria no máximo uns 8 a 10 ativos entre todas as categorias. Gostaria de levantar este debate pra ver se existe alguma tese por trás.
Abraço.
Boa tarde, meu amigo. Desde já agradeço a sua contribuição.
Atualmente a minha carteira realmente esta pulverizada em relação a ativos, pois juntei o capital da minha noiva que vinha investindo desde maio, isso fica nitido no grafico de patrimonio que sobe bastante a partir de maio. Até mes passado eu tinha apenas 55k investidos. Quanto a Brasil , fiis e acões eu acho que estou em uma quantidade razoável. Mas, realmente eu enxergo uma pulverização no exterior que decidir cortar após juntar minha carteira com a dela. Por isso, eu zerei a % nas metas de stocks, reits e aportarei apenas em VOO e QQQM para dolarizar meu patrimônio. Entretanto, ainda nao efetuarei a venda dos ativos que ficaram. Então, eu fico com 6 acões, 8 fiis e 2 etfs internacionais para a porção em renda variável.
Agora sobre a rentabilidade, o que me preocupa é nao ter batido o cdi nesses 36 meses praticamente. Tudo bem que no ano de 2024, quando comecei, minha rentabilidade fechou negativo devido a falta de conhecimento e variaveis do mercado. Mas eu tenho duvida se estou seguindo no caminho certo, sabe? Após os 100k, sinto que as escolhas pesam muito mais, tendo em vista que mensalmente eu ja receberei uma parcela quase igual ao que aporto, então, me preocupo e não quero errar.
Xará, tudo bem? Eu tendo a pensar como o Vinícius, achei sua carteira pulverizada em diversas classes de ativos e, ainda, pulverizada nas próprias classes. Se você consegue gerenciar isso tudo, beleza, mas me parece que nesse estágio talvez você possa buscar mais concentração em prol da eficiência.
Bom dia! Primeiramente, parabéns aos dois pelos 100k! É uma conquista importante!
Sobre rentabilidade, já tive minha carteira andando de lado por meses, com ativos que pareciam não sair do lugar e que, de repente, decolaram. Renda variável... varia! :)
Acho importante entender que a expectativa de retorno depende também da classe de ativos e da estratégia. Por exemplo, nos FIIs, se o objetivo é gerar renda mensal, eu me preocuparia mais em comprar ativos de qualidade a bons preços, com rendimentos sustentáveis e potencial de acompanhar a inflação, do que com a valorização das cotas. Uma eventual queda da Selic pode favorecer as cotações, mas, para quem não pretende girar a carteira, isso é secundário. Se o objetivo é negociar constantemente buscando valorização, talvez FIIs nem sejam os ativos mais adequados.
Olhando sua carteira, alguns pontos que eu consideraria:
- Estratégia: qual o objetivo de vocês? Crescimento patrimonial, geração de renda, buy and hold? Qual a idade e o horizonte de investimento?
- Diversificação: percebi uma exposição relevante a estatais, como BBAS3 e PETR4. Vocês consideraram os riscos políticos? Talvez valha estudar empresas privadas consolidadas, como Itaú, dependendo do preço.
- Renda fixa: cerca de 61% da carteira. É uma escolha estratégica ou receio da volatilidade? Não vejo problema, desde que esteja alinhada aos objetivos.
- Pulverização: muitas posições pequenas. Eu avaliaria se faz sentido manter tantos ativos.
- ETFs internacionais: vale estudar alternativas UCITS, considerando possíveis vantagens fiscais conforme a residência tributária.
Particularmente, evitaria grandes mudanças apenas pela preocupação com a rentabilidade. Primeiro consolidaria a estratégia e depois ajustaria a alocação gradualmente, com novos aportes.
Não sou assessor, apenas outro investidor compartilhando experiências e reflexões. Parabéns novamente e bons aportes!