Trump marca posse de Kevin Warsh como novo presidente do Fed; veja data

Economista terá desafio de conduzir política monetária dos EUA em meio à inflação elevada.

Publicado em 18/05/2026 às 16:54h Publicado em 18/05/2026 às 16:54h por Wesley Santana
Warsh já havia trabalhado no Fed anteriormente (Imagem: Divulgação/Hoover Institution)
Warsh já havia trabalhado no Fed anteriormente (Imagem: Divulgação/Hoover Institution)

O presidente Donald Trump já agendou a data da posse do novo presidente do Fed (Federal Reserve). Kevin Warsh, aprovado pelo Congresso, será empossado na próxima sexta-feira (22), conforme comunicado da Casa Branca.

A posse será realizada no escritório oficial, marcando uma transição entre Jerome Powell e Warsh, indicado por Trump. O ex-presidente viu seu mandato terminar na última sexta (15), mas permaneceu na cadeira até que o novo executivo assumisse.

O novo presidente do Banco Central dos EUA foi aprovado pelo Senado na quarta passada, depois de uma longa sabatina. Ele tem nas mãos o desafio de liderar as reuniões do Fed que definem a taxa básica de juros em um momento de forte pressão sobre a inflação.

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Aos 56 anos, Warsh é economista e passou por universidades como Harvard e Stanford. Filiado ao Partido Republicano, ele atuou no Conselho de Governadores do Fed entre os anos de 2006 e 2011.

Apesar de estar plenamente ligado a Trump, Kevin prometeu independência em relação à Casa Branca durante o seu mandato. Em suas agendas públicas, ele tem comentado sobre outras questões, como críticas ao acúmulo de títulos do Tesouro dos EUA.

"Ele reafirmou a prioridade da estabilidade dos preços, sustentou que a inflação responde às decisões de política monetária e levantou a necessidade de limitar o mandato do Fed, evitando desvios em direção a agendas não monetárias. Ele evitou se comprometer com cortes de juros no curto prazo, embora tenha destacado o potencial desinflacionista da tecnologia e proposto um balanço patrimonial mais baixo e mudanças na comunicação", resumiu a consultoria local Outlier.

Um mandato de crises

Jerome Powell deixa o principal cargo monetário dos EUA depois de um período marcado por diversas crises financeiras pelo mundo. Além de herdar os problemas da pandemia, eventos como as guerras na Ucrânia e no Irã marcaram seu mandato.

“Para encontrar um presidente do Fed que tenha lidado com algo semelhante ao que Jerome Powell enfrentou, é preciso voltar a Marriner Eccles, que lidou com a Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial”, afirmou Patrick Harker, que atuou como dirigente do Fed da Filadélfia de 2015 a 2025 e trabalhou em estreita colaboração com Powell, em entrevista à CNN. "É difícil pensar em outro chair do Fed que tenha enfrentado uma combinação tão grande de choques na economia americana", continuou.