O que se sabe sobre a peste pneumônica na Rússia?

O caso ganhou repercussão após a morte de uma pesquisadora de 28 anos.

Publicado em 06/10/2026 às 10:28h Publicado em 06/10/2026 às 10:28h por Elanny Vlaxio
O caso também levou autoridades a adotarem medidas preventivas (Imagem: Shutterstock)
O caso também levou autoridades a adotarem medidas preventivas (Imagem: Shutterstock)
A suspeita de peste pneumônica na Rússia ganhou repercussão após a morte de uma pesquisadora de 28 anos em um instituto especializado no estudo da doença na Sibéria. 
Ao longo de 5 de outubro, porém, as autoridades russas informaram que os exames não identificaram a bactéria associada à peste e classificaram a causa da morte como uma pneumonia de etiologia indeterminada.

Como surgiu a suspeita

A pesquisadora trabalhava no Instituto de Pesquisa Anti-Peste de Irkutsk, na cidade de Shelekhov, na região da Sibéria. Ela morreu após desenvolver uma pneumonia de origem desconhecida.
A possibilidade de que o caso estivesse relacionado à peste pneumônica levantou preocupação porque a instituição onde a mulher trabalhava é dedicada justamente ao estudo da peste e de outros patógenos perigosos. 
Relatos também apontaram para uma possível exposição durante o trabalho, embora a ligação com a atividade profissional não tenha sido confirmada.

Rússia descarta peste pneumônica

A Rússia informou que uma comissão de especialistas concluiu que a morte ocorreu por uma “pneumonia de etiologia indeterminada”. 
Segundo o governador da região de Irkutsk, Igor Kobzev, a Rospotrebnadzor também afirmou que não foi identificado, nas amostras biológicas da pesquisadora, nenhum microrganismo relacionado à atividade profissional dela.
O governo regional afirmou ainda que a situação sanitária permanecia estável e que nenhum outro funcionário do instituto havia procurado atendimento médico desde que a morte se tornou pública. Kobzev declarou que a situação permanecia sob controle.

O que é a peste pneumônica?

A peste pneumônica é uma forma da peste causada pela bactéria Yersinia pestis e afeta os pulmões. É considerada a forma mais perigosa da doença e pode ser transmitida diretamente entre pessoas por partículas respiratórias liberadas durante tosse ou espirro.
A peste também pode aparecer em outras formas. A mais comum é a peste bubônica, geralmente associada à picada de pulgas infectadas ou à entrada da bactéria por cortes e lesões na pele. Há ainda a peste septicêmica, que atinge a corrente sanguínea, e a peste faríngea, relacionada à ingestão de carne infectada.

Quais são os sintomas?

Na forma pneumônica, a bactéria atinge os pulmões e pode provocar uma pneumonia grave. Entre os sintomas estão febre, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo, fraqueza, fadiga, náuseas, vômitos e diarreia, além de dificuldade para respirar. Os primeiros sinais podem aparecer em até 24 horas após a infecção.
Apesar da gravidade, a doença pode ser tratada com antibióticos. O início rápido do tratamento aumenta as chances de sobrevivência.
Apesar da preocupação provocada pela morte da pesquisadora, a OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou que, com base nas informações disponíveis, o risco para a saúde pública da população em geral é baixo. 
O caso também levou autoridades a adotarem medidas preventivas. Pessoas que tiveram contato com a pesquisadora foram colocadas sob acompanhamento médico, enquanto medidas de isolamento foram adotadas em estruturas de saúde da região.