Netanyahu perde força em eleição de Israel e depende de coalizão

Partido do premiê conquistou 53 das 120 cadeiras do Knesset, abaixo da maioria necessária.

Publicado em 03/11/2026 às 11:04h Publicado em 03/11/2026 às 11:04h por Wesley Santana
Atual primeiro-ministro depende de somar forças para continuar no cargo (Imagem: Shutterstock)
Atual primeiro-ministro depende de somar forças para continuar no cargo (Imagem: Shutterstock)

Ao longo desta semana, Israel foi terminando de contar os votos das eleições parlamentares. O partido de Benjamin Netanyahu terminou o pleito com maioria dos votos, mas não foi suficiente para reeleger o primeiro-ministro. O bloco ficou com 53 das 120 cadeiras do Knesset.

Outros partidos conseguiram crescer suas bancadas, se tornando uma ameaça para a manutenção do atual primeiro-ministro. A oposição liderada por Gadi Eisenkot ficou com 48 cadeiras.

A grande reviravolta veio da bancada árabe-israelense, que conseguiu aumentar de 10 para 19 lugares na Câmara dos Deputados. Eles serão cruciais para o futuro da liderança.

Diferentemente do Brasil, a população israelense não vota diretamente para presidente. A escolha é feita indiretamente pelo parlamento, que elege o primeiro-ministro de acordo com as negociações internas.

Para que alguém seja escolhido, é preciso somar 61 votos, o que representa a maioria simples. Diante disso, qualquer um dos partidos que queiram indicar um premier deve fazer concessões para angariar votos de outros lados.

A expectativa agora é que os parlamentares enfrentem algumas semanas de negociações a fim de formar um governo de coalizão. Netanyahu e Eizenkot prometem negociar com a oposição para formar um governo.

"Talvez todos tenham perdido nestas eleições, exceto os partidos árabes. Mas, para eles, ainda não está claro se conseguirão transformar esse enorme sucesso em influência política", avaliou o cientista político Gideon Rahat, da Universidade Hebraica de Jerusalém, em entrevista à DW.