Galípolo depõe à PF como testemunha do caso Master; Campos Neto é o próximo

Presidente do BC prestou depoimento sobre servidores afastados e a relação deles com Daniel Vorcaro.

Publicado em 07/10/2026 às 07:43h - Atualizado em 07/10/2026 às 07:59h Publicado em 07/10/2026 às 07:43h Atualizado em 07/10/2026 às 07:59h por Wesley Santana
Galípolo é o atual presidente do Banco Central, indicado por Lula (Imagem: Agência Brasil)
Galípolo é o atual presidente do Banco Central, indicado por Lula (Imagem: Agência Brasil)

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, depôs à Polícia Federal na terça-feira (6). Ele foi ouvido como testemunha do caso Master, considerado uma das maiores fraudes bancárias da história do Brasil.

Ele foi ouvido no âmbito do inquérito que apura o envolvimento de servidores da autarquia com o empresário Daniel Vorcaro, fundador do banco. Tudo aconteceu por videoconferência, já que ele não está na condição de investigado, mesmo que tenha sido citado.

Segundo o portal TMC, Galípolo foi questionado pelos delegados sobre a relação dos servidores, agora afastados, citados com Vorcaro. Belline Santana e Paulo Sérgio são apontados como tendo uma relação de consultoria pessoal com o empresário que está preso.

Além de Galípolo, quem também será ouvido é seu antecessor no cargo, Roberto Campos Neto. A audiência está marcada para essa quarta (7), conforme cronograma da PF.

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Outra figura conhecida que também vai falar aos delegados é André Esteves, fundador e presidente do conselho de administração do BTG Pactual. O depoimento estava previsto para essa semana, mas foi adiado e ainda não teve a nova data confirmada.

Esse é só um dos inquéritos que permeiam o caso Master, mas é o mais avançado. Os agentes projetam que devem concluir o caso até o próximo mês de outubro.

Essa não é a primeira vez que Galípolo tem agenda para explicar questões que permeiam o Master. Anteriormente, ele teve de ir ao Senado Federal para explicar o processo de liquidação financeira da entidade.

Na ocasião, ele destacou que, antes do processo, o BC já havia identificado problemas no banco de Vorcaro, especialmente na liquidez da instituição considerada de médio porte.

“Se você tem um banco com dificuldade de liquidez, você não forma carteira. Se você está com dificuldade de dinheiro, você vende carteira. Aí tudo bem, mas como é que você está vendendo uma carteira nova? Foi isso que chamou a atenção do BC imediatamente”, explicou Galípolo aos senadores.

Ele também lembrou que os próprios gestores do Master tentaram uma alternativa antes da liquidação, quando disseram que investidores árabes comprariam a instituição.

“Quando há rejeição da compra do BRB, o banco apresenta um segundo pedido de carta para o FGC e para o Banco Central, dizendo que faria uma saída organizada do mercado, ou seja, reconhece que o banco não é viável mais, mas que ele mesmo faria uma autoliquidação do banco, passando para esses investidores árabes. Jamais tive conhecimento deles”, completou Galípolo.