Eleições 2026: Governador do RJ pode ser definido em 1º turno, com recuo de Garotinho

Lula perderia o palanque no Rio de Janeiro sem o 2º turno e Flávio Bolsonaro consolidaria seu berço eleitoral.

Publicado em 05/10/2026 às 19:07h Publicado em 05/10/2026 às 19:07h por Lucas Simões
Anulação de Garotinho dá a vitória a Douglas Ruas (PL) e derrota Eduardo Paes (PSD) (Imagem: Reprodução/Redes Sociais)
Anulação de Garotinho dá a vitória a Douglas Ruas (PL) e derrota Eduardo Paes (PSD) (Imagem: Reprodução/Redes Sociais)
O próximo governador do Rio de Janeiro pode ter a sua situação resolvida ainda no 1º turno das Eleições 2026, retirando a necessidade do embate entre os candidatos Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) em 2º turno, já que o terceiro candidato mais votado no pleito arrisca ter seus votos anulados.
O candidato e ex-governador fluminense Anthony Garotinho (Republicanos) anunciou, nesta segunda-feira (5), que desistiu do recurso que mantinha no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para se manter na disputa. Sua candidatura encontra-se em situação sob judice.
“Em função do resultado manifestado nas urnas, não me resta outra decisão jurídica, a não ser desistir, de forma livre, expressa, consciente e irretratável, do recurso ordinário eleitoral interposto nos autos do referido processo que tramita no TSE, deixando para o povo do nosso estado arcar com a consequência das suas escolhas”, declarou a equipe de campanha de Garotinho, no Termo de Desistência do Recurso Ordinário Eleitoral.
A nova conjuntura favorece a anulação dos votos da candidatura de Garotinho, cenário que beneficia diretamente o aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL/Rio de Janeiro). Por estreita margem, o candidato Douglas Ruas ficou abaixo da marca de mais de 50% dos votos válidos, o que resultaria em vitória já no 1º turno.
No detalhe, Garotinho obteve 274.411 votos, o que representa 3,17% da preferência dos eleitores no Rio de Janeiro. Douglas Ruas teve 49,27% e Eduardo Paes angariou 42,76%, durante a votação realizada neste último domingo (4) . 
Sem os votos de Garotinho na contabilização da Justiça Eleitoral, o candidato do PL representaria 50,88% dos votos válidos, descartando a necessidade de convocação do 2º turno, caso o TSE formalize o entendimento. 
Em nota, o TSE informa que o processo ainda está em tramitação e que “não se manifesta sobre temas ou casos que possam ser ou são objetos de análise na Justiça Eleitoral”.