2025 é o ano do ouro caro e do dólar barato; saiba o pódio dos investimentos
Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.
🚨 A inflação da Argentina desacelerou com força em abril, superando as expectativas do mercado e reforçando a tendência de queda no ritmo de alta dos preços desde a posse do presidente Javier Milei.
Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (INDEC), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou avanço de 2,8% no mês, abaixo da projeção de 3,1% dos analistas consultados pela Reuters.
O número representa uma desaceleração em relação aos 3,7% de março e confirma o movimento de descompressão inflacionária iniciado no final de 2024.
Na comparação anual, a inflação atingiu 47,3%, também inferior à leitura de 55,9% do mês anterior e marginalmente abaixo dos 47,7% previstos pelo mercado.
Em nota oficial, o Ministério da Economia da Argentina destacou que os dados refletem "a forte desaceleração que a inflação vem registrando desde o início do mandato de Javier Milei".
As medidas de ajuste fiscal, com cortes drásticos nos gastos públicos e revisão de subsídios, são apontadas como os principais vetores para a mudança de trajetória.
O vice-presidente do Banco Central argentino, Vladimir Werning, afirmou nesta semana que a expectativa é de que a inflação continue recuando nos próximos meses, com projeções apontando para um índice mensal de 2% no segundo semestre.
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Apesar da desaceleração no índice geral, setores essenciais continuam pressionando o bolso dos argentinos.
Em abril, o grupo de restaurantes e hotéis liderou os aumentos de preços, enquanto os itens de manutenção e equipamentos domésticos tiveram a menor alta do mês.
O grupo de alimentos e bebidas não alcoólicas — de maior peso no orçamento das famílias — avançou 2,9%, acima da média nacional.
Por outro lado, o grupo de aluguel e serviços públicos teve aumento de apenas 1,9%, contribuindo para suavizar o índice agregado.
📊 Outro fator relevante foi a decisão do governo Milei, em abril, de suspender controles sobre o câmbio e implementar uma banda de flutuação para o peso argentino, fixada entre 1.000 e 1.400 pesos por dólar.
A medida tem como objetivo dar mais flexibilidade ao mercado cambial, reduzir distorções e preparar o terreno para uma futura liberalização monetária completa.
Segundo pesquisa de expectativas de mercado realizada pelo Banco Central argentino, a inflação pode desacelerar para 2% em julho e 1,8% em agosto, encerrando 2025 com alta acumulada de 31,8%.
Em declarações recentes, Javier Milei chegou a afirmar que “poderia não haver mais inflação” na Argentina até meados de 2026, apostando no ajuste fiscal severo e na política monetária restritiva como pilares para a estabilização da economia.
Apesar da melhora nos índices macroeconômicos, a população ainda enfrenta severas dificuldades.
Os cortes no orçamento público atingiram aposentadorias, salários do funcionalismo e projetos de infraestrutura, elevando o custo de vida para grande parte da população.
📉 A situação tem alimentado greves, protestos em massa e uma crescente tensão social, sinalizando que, embora o combate à inflação esteja surtindo efeito, o desafio de recompor o poder de compra da população e reaquecer a economia real ainda é considerável.
Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.
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