O NUCL11 é um ETF brasileiro listado na B3 que busca refletir o desempenho do setor global de energia nuclear, por meio da replicação do índice MVIS Global Uranium & Nuclear Energy Index (MVNLRTR), atrelado a empresas de urânio e geração nuclear.
O fundo é administrado pelo Banco BNP Paribas Brasil S.A. e negociado no mercado secundário da bolsa brasileira, permitindo acesso indireto a companhias internacionais ligadas à cadeia de energia nuclear.
Classificado como ETF temático internacional, o NUCL11 adota gestão passiva. A estratégia consiste em investir majoritariamente em cotas de um ETF no exterior (VanEck Uranium & Nuclear Energy ETF – NLR), que reúne empresas envolvidas na mineração de urânio, produção de combustível nuclear, operação de usinas e desenvolvimento de tecnologias relacionadas, buscando refletir o desempenho do setor no mercado global.
A carteira é composta por ações de empresas globais do setor nuclear, com exposição relevante aos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Europa. A ponderação segue critérios definidos pelo índice MVIS Global Uranium & Nuclear Energy Index, com rebalanceamentos trimestrais para manter a aderência à sua metodologia.
Composição e perfil de exposição
O ETF NUCL11 oferece exposição a:
- Empresas globais da cadeia de energia nuclear
- Segmentos como mineração de urânio e geração de energia
- Mercado internacional com exposição cambial em dólar
O NUCL11 busca refletir o desempenho do setor nuclear global, incluindo empresas como Cameco Corp., Denison Mines Corp. e Constellation Energy Corp., que atuam em diferentes etapas da cadeia produtiva.
Estrutura e custos
A criação e o resgate de cotas são realizados por participantes autorizados. O fundo possui taxa de administração total de aproximadamente 1,15% ao ano, considerando a taxa no Brasil (0,60% a.a.) e no exterior (0,56% a.a.).
Não há taxa de performance e não há distribuição recorrente de rendimentos, sendo os ganhos refletidos no valor da cota. Seu prazo de duração é indeterminado.
História e evolução do ETF
O NUCL11 foi lançado em 2025, com o objetivo de oferecer acesso ao setor global de energia nuclear por meio da bolsa brasileira, utilizando uma estrutura que replica um ETF internacional especializado no tema.
Ao longo do tempo, passou a integrar a oferta de ETFs temáticos no Brasil, acompanhando o crescimento do interesse por ativos ligados à transição energética e fontes alternativas de geração de energia.
Nos últimos anos, seu comportamento tem refletido as oscilações do setor nuclear global, sendo influenciado por fatores como demanda energética, políticas climáticas, preços do urânio e investimentos em infraestrutura energética.