O GLDI11 é um ETF brasileiro listado na B3 que busca refletir a variação do preço do ouro, por meio da replicação de um índice local atrelado à commodity, com estrutura que elimina a exposição cambial. O fundo é gerido pela Itaú Asset Management e negociado no mercado secundário da bolsa brasileira, permitindo acesso ao ouro com precificação em reais.
Classificado como ETF de commodities, o GLDI11 adota gestão passiva. A estratégia consiste em acompanhar o desempenho do índice IFGOLD B3, que reflete o preço do ouro combinado ao diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, utilizando instrumentos financeiros que replicam essa dinâmica.
A carteira é composta por ativos financeiros atrelados ao ouro, incluindo derivativos e instrumentos que capturam o preço da commodity sem exposição direta à variação cambial. A ponderação segue a metodologia do índice de referência, com ajustes periódicos para manter a aderência à sua composição.
Composição e perfil de exposição
O ETF GLDI11 oferece exposição a:
- Ouro com proteção cambial (hedge em reais).
O GLDI11 busca refletir o desempenho do ouro no mercado internacional ajustado para a realidade local, por meio do índice IFGOLD B3, que combina o comportamento da commodity com fatores macroeconômicos como taxa de juros.
Estrutura e custos
A criação e o resgate de cotas são realizados por participantes autorizados. O fundo possui taxa de administração de aproximadamente 0,40% ao ano, além de custos operacionais e encargos previstos em regulamento.
Não há taxa de performance e não há distribuição recorrente de rendimentos. Seu prazo de duração é indeterminado. A cotização ocorre em D+0 e a liquidação em D+2 dias úteis.
História e evolução do ETF
O GLDI11 foi desenvolvido como uma alternativa para acesso ao ouro no mercado brasileiro com mitigação do risco cambial, incorporando também o diferencial de juros entre economias.
Ao longo do tempo, passou a integrar a categoria de ETFs de commodities com estratégias adaptadas ao investidor local, oferecendo exposição ao ouro em reais.
Nos últimos anos, seu comportamento tem refletido as oscilações do preço do ouro no cenário global, além de fatores como inflação, ciclos de juros e eventos de risco sistêmico, nos quais o metal costuma apresentar comportamento defensivo, conforme ilustrado nos gráficos da lâmina.