O BLOK11 foi um ETF brasileiro listado na B3 que buscava refletir o desempenho do MarketVector Smart Contract Leaders Brazil Index, benchmark desenvolvido para acompanhar os maiores e mais líquidos criptoativos associados a plataformas de smart contracts. Gerido pela Investo Gestão de Recursos Ltda., o fundo oferecia aos investidores brasileiros exposição diversificada a esse segmento do mercado global de ativos digitais.
Classificado como ETF de criptoativos, o BLOK11 adotava gestão passiva. Sua estratégia buscava replicar o desempenho do índice de referência por meio de ativos-alvo, fundos de índice vinculados ao benchmark e outros instrumentos permitidos pela política de investimento.
O MarketVector Smart Contract Leaders Brazil Index foi desenvolvido para acompanhar os maiores e mais líquidos criptoativos relacionados a smart contracts, considerando parâmetros aplicáveis ao mercado brasileiro. Apenas ativos disponíveis para negociação em plataformas inseridas em ambientes regulados podiam ser selecionados para o índice.
Composição / Perfil de exposição
O BLOK11 oferecia exposição principalmente a:
Criptoativos associados a plataformas de smart contracts.
Ativos digitais de elevada liquidez e relevância de mercado.
Diferentes redes blockchain programáveis.
Mercado global de criptoativos.
Exposição cambial decorrente da precificação internacional dos ativos digitais.
A metodologia do índice selecionava ativos ligados ao ecossistema de contratos inteligentes e estabelecia um limite máximo de 30% para o peso de um único ativo, contribuindo para reduzir a concentração da carteira.
Essa estratégia permitia exposição a redes blockchain desenvolvidas para executar smart contracts e aplicações descentralizadas, segmento que inclui plataformas utilizadas em áreas como finanças descentralizadas, tokenização, NFTs e outras aplicações baseadas em blockchain.
Estrutura e custos
Enquanto esteve em operação, as cotas do BLOK11 eram negociadas no mercado secundário da B3, e sua estrutura permitia a utilização de ativos-alvo, cotas de outros ETFs, posições em futuros e outros investimentos previstos no regulamento para buscar aderência ao índice de referência.
O fundo não realizava distribuição recorrente de rendimentos, sendo os resultados de sua estratégia incorporados ao patrimônio. Após a incorporação ao HODL11, o BLOK11 foi extinto e deixou de existir como fundo independente.
História e evolução do ETF
O Investo BLOK11 foi lançado em 2022, ampliando a oferta de ETFs de criptoativos disponível na B3 com uma estratégia especificamente voltada às principais plataformas de smart contracts.
Durante seu período de negociação, o ETF acompanhou diferentes ciclos do mercado de ativos digitais e a evolução de redes blockchain voltadas à execução de contratos inteligentes. Seu desempenho foi influenciado pela adoção dessas tecnologias, condições de liquidez, volatilidade dos criptoativos e mudanças regulatórias.
Em 2025, os cotistas aprovaram a incorporação do BLOK11 ao HODL11. Com a conclusão da operação, o BLOK11 foi extinto, e seus ativos, passivos, direitos e obrigações foram integralmente transferidos ao HODL11.