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CACR11: Porque caiu tanto assim?
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CACR11: Fundo derretendo 33% agora, alguém sabe o que está acontecendo
Pedro
Agora que vi que saiu RG, não tinha lido ainda. Enfim, obras paradas/lentas, CRIs pagando juros com o prórprio dinheiro emprestado. Enfim, sinal de problemas à vista. Vai ruir? Não sei, mas a tendência é acontecer o mesmo que já aconteceu com outros. O cenário macroeconômico não ajuda, embora se espere redução da SELIC a partir de dezembro (derruba rendimentos lastreados no CDI, mas reduz riscos de inadimplência). Eu ia aportar mais pra derrubar meu PM, mas analisando melhor e como representa menos de 1% da minha carteira, vou deixar assim. Já é minha "pitada" de alto risco por ser HY, não vou aumentá-lo ainda mais.
1) “Obras paradas/lentas.”
Não é o quadro geral. O RG de julho/25 lista vários empreendimentos com obra avançada e/ou em fase de entrega. Um exemplo concreto fora do RG que dá para checar: La Maison (Manaus), que foi entregue no fim de agosto/25 — o que aponta desmobilização de risco de obra, não paralisação.
Além disso, a própria gestora divulgou comunicado agora em 05/set/25 reafirmando o cronograma de lançamentos e vendas indicado no RG, sem mencionar paralisações.
2) “CRIs pagando juros com o próprio dinheiro emprestado.”
Cuidado com a formulação. Em projetos em obra, é padrão de mercado existir conta-reserva do serviço da dívida (ou período de carência/capitalização) para pagar cupons até as vendas/repasses ganharem tração — isso está no desenho da operação, não é “pedalada” por si só. Guias técnicos e relatórios de outros FIIs citam explicitamente essa reserva de serviço como mecanismo contratual.
No caso do CACR11, o comunicado de 05/set também explica que os CRIs têm cláusula de amortização de 0,5% a.m. para gerenciar o IPCA acruado, e que waivers dessa amortização são “corriqueiros” como parte do planejamento de dividendos — ou seja, não é pagar juros com novo dinheiro, é ajuste tático de amortização previsto em contrato.
3) “Vai ruir como outros.”
Até aqui, não há fato relevante de inadimplência nos CRIs do fundo. O RG de julho/25 e o resumo no Clube FII registram que a gestora não tem ciência de evento nos CRIs que justificasse a queda da cota em agosto.
Se algum CRI do fundo entrar em stress, isso vem a público via B3/Fundos.NET — e não há esse comunicado hoje.
4) “Cenário macro: Selic deve cair em dezembro.”
Esse ponto está defasado/incerto. Em agosto o BCB manteve a Selic em 15%, e a leitura recente é de desinflação mais lenta, o que pode postergar o início de cortes para 2026, segundo sondagens de mercado.
As expectativas Focus de 05/set/25 mostram Selic 2025 em 15% e IPCA 2025 ~4,7–4,9%, bem acima da meta — cenário que explica volatilidade nos FIIs de crédito e rendimento IPCA mais contido.
Veredito rápido
O tom do comentário é alarmista e parte de generalizações.
Há sim riscos típicos de HY (exposição a projetos early-stage, execução/vendas, volatilidade do IPCA e do “sentimento” do setor). Mas evidência objetiva de “obras paradas” ou de “juros pagos com dinheiro novo” no sentido pejorativo não aparece nos documentos públicos do fundo; ao contrário, há obra entregue (La Maison) e comunicado explicando a mecânica contratual (amortização/waivers).
Espero ter ajudado.
Bom saber também vou frear um pouco pra ver como vai afiante
Hahaha escreveu, escreveu e escreveu, disse que fui alarmista... pra no dia seguinte a cota cair quase 10%. Valeu pelo entretenimento, nem gastarei tempo respondendo após o fato consumado.
Mistério. Mas boatos dizem que um banco que possui muitas cotas do fundo resolveu desovar boa parte da posição após a emissão de cotas. Não houve desobramento como o colega antes de mim respondeu, creio que ele tenha se enganado com a emissão de novas cotas. Enfim, não é um problema de gestão ou de mudança de fundamentos. Portanto, vou aproveitar pra comprar mais e baixar meu PM.
Eles estão emissão de cotas em aberto, subscrições. Geralmente quando isso acontece a cotação oscila um pouco, não existe pagamentos em atraso nem nada do tipo, é simplesmente emissão de novas cotas, é assim que o mercado de fundos imobiliários atua.
Ano passado chegou a 77,00
Mas ano passado todos os fiis cairam agora praticamente esse caiu demais
A queda veio de fatores técnicos e de sentimento. A 7ª emissão saiu a R$ 95,10; quando a cota passou a negociar abaixo disso, aumentou a pressão vendedora e a oferta foi temporariamente suspensa. Somou-se ruído na mídia (sem evento de crédito na carteira, segundo os comunicados) e um macro de Selic alta + IPCA mais contido, que elevou o yield exigido pelo mercado. Resultado: preço para baixo.
Resumindo:
Oferta/fluxo técnico: com a emissão a R$ 95,10, a cota negociando abaixo do preço de subscrição gerou venda técnica e desincentivo ao aporte, levando a suspensão temporária da oferta.
Sem default na carteira: Relatório e comunicados indicam ausência de evento de crédito nos CRIs atuais; o movimento foi de mercado.
Ruído noticiário: manchetes e disputas entre terceiros pioraram o sentimento, mesmo sem ligação direta com os lastros atuais.
Cenário macro: Selic alta e IPCA mais baixo reduzem a parte indexada do rendimento e fazem o mercado pedir DY maior, pressionando os preços.
Hoje: o desconto reflete mais pressão técnica + humor do que mudança estrutural comprovada no caixa.
Espero ter ajudado.
Pode ser também porque está acontecendo um processo judicial da empresa Infinita contra o Cartesia, especificamente nesse fundo, e uma seguradora que não me lembro o nome. Aconteceu há poucos dias.
Realizou desdobramento recentemente.
Quem aproveitou a queda, aproveitou. Hoje subiu quase 15% kkkk
Pessoal compra cota para receber os rendimento $ agora ganhar com a queda da cota pode ser especulativo estranho pode ser só especulaçã aproveitar para compra na queda.
Entrei com preço de 62,90 consegui uma valorização de 26% agora é observar se ainda continuará esta instabilidade.
CRI Santo André virou pó.