COMPRANDO SEMPRE
1. Valuation e Ineficiência de Precificação Ao analisar o MFII11, observo um Yield corrente de 1,44% sobre a cota de mercado versus 1,03% sobre o Valor Patrimonial (VP/Cota de R$ 102,77). Aqui reside uma clara ineficiência de mercado: o segmento de ações (Equity) costuma antecipar os movimentos da curva de juros e ciclos econômicos muito antes do mercado de FIIs, que permanece excessivamente focado no "Yield presente".
Há uma assimetria injustificável nos múltiplos. Se observarmos os pares listados na bolsa (Ações de construtoras) com o mesmo core business (desenvolvimento imobiliário), vemos um prêmio sobre o patrimônio agressivo:
* Cury (CURY3): Negocia a 7,48x o VP.
* Direcional (DIRR3): Negocia a 3,71x o VP.
Já o MFII11 está com o P/VP de menos de 1, ou seja, 0,72. Extremamente descontado!
Agora o desconto no tempo para recuperar o investimento: P/L, em anos:
Considerando o payout obrigatório de 95% para os FIIs e o yield sobre a cota e sobre o patrimônio, temos, em anos, respectivamente:
* Para dividendo mensal de 1,44%: P/L ≈ 5,50
* Para dividendo mensal de 1,03%: P/L ≈ 7,69 (considerando o pior cenário de preço da cota)
Trago os principais fundamentos de construtoras listadas, para comparar o P/L e outros indicadores:
E sobre o tempo de retorno (P/L), Trata-se de uma COMPRA de convicção para longo prazo. Minha abordagem é de acumulação periódica — aportando pouco, mas sempre — para suavizar a volatilidade e montar posição para capturar a valorização do ciclo imobiliário que o mercado de FIIs ainda não precificou
Minha opinião sobre ele: Yield de 1,44% sobre o valor da cota é 1,03% sobre o valor patrimonial (VP/Cota = 102,77). Ainda assim, considerando que o valor da cota irá cair mais, o Yield se sustenta. Agora quando a SELIC cair, vai subir o valor da cota e aumentar as vendas das inforporações, subindo também o dividendo mensal.
Lembrando que tem 10x mais participação no IFIX o HGLG11, com apenas 0,69% de yield, sendo que o dividendo sobre o valor da cota é praticamente o mesmo dividendo sobre o patrimônio (VP = 0,98%).
Além disso, um galpão logístico (HGLG11) se beneficia da queda da selic, porém, menos do que uma incorporadora, haja vista ações da bolsa com o mesmo business do MFII11, supervalorizadas, pagando dividendos e com a antecipação de valorização, pois a bolsa antecipa muito mais para ações, do que para FIIs:
Análise de Tese: MFII11 vs. Incorporadoras Listadas (Equity)
1. Valuation e Ineficiência de Precificação Ao analisar o MFII11, observo um Yield corrente de 1,44% sobre a cota de mercado versus 1,03% sobre o Valor Patrimonial (VP/Cota de R$ 102,77). Aqui reside uma clara ineficiência de mercado: o segmento de ações (Equity) costuma antecipar os movimentos da curva de juros e ciclos econômicos muito antes do mercado de FIIs, que permanece excessivamente focado no "Yield presente".
Há uma assimetria injustificável nos múltiplos. Se observarmos os pares listados na bolsa com o mesmo core business (desenvolvimento imobiliário), vemos um prêmio sobre o patrimônio agressivo:
Cury (CURY3): Negocia a 7,48x o VP.
Direcional (DIRR3): Negocia a 3,71x o VP.
Vamos comparar os indicadores do Fundamentus de 4 construtoras:
Ticker Empresa Yield Anual P/L (ANOS) P/VP ROE
DIRR3 Direcional 6,2% 11,96x 3,71x 31%
CURY3 Cury 6,8% 11,89x 7,48x 63%
MDNE3 Moura Dubeux 4,6% 6,27x 1,22x 19,5%
CYRE3 Cyrela 11,6% 6,93x 1,21x 17,5%
Observações:
Por que, então, o MFII11 — que é essencialmente uma incorporadora "envelopada" como FII — deveria negociar próximo ao seu Valor Patrimonial? O mercado penaliza o ativo por ser um FII (esperando linearidade de yield mensal), ignorando o potencial de destravamento de valor.
2. O Ciclo da Selic e o Fechamento do Gap Ainda que a cota possa sofrer volatilidade no curto prazo, o Yield atual oferece margem de segurança. No entanto, o "pulo do gato" está no ciclo de queda da Selic. Quando os juros cederem, teremos dois vetores de valorização simultâneos:
* Aumento das Vendas: Melhora operacional na ponta da incorporação.
* Reprecificação Patrimonial: A cota tende a subir, fechando esse gap de valuation como ocorre nas ações.
3. Comparativo de Risco/Retorno: MFII11 vs. HGLG11 É crucial diferenciar a natureza do retorno. O HGLG11 (Logística) domina o IFIX, mas entrega um yield de apenas 0,69%. Por quê? Porque é um ativo de Renda/Tijolo. Seu upside (potencial de valorização) é limitado à reposição inflacionária do aluguel e à compressão de cap rate. É quase uma "Renda Fixa" nos FIIs.
Já o MFII11 carrega risco de Equity (desenvolvimento). O prêmio de risco precisa ser maior, pois é o ativo com maior capacidade de valorização real (ganho de capital) no longo prazo dentro da carteira.
4. Estrutura de Capital e Alavancagem Por fim, a comparação direta entre FIIs e Ações exige um ajuste contábil:
* Ações (S.A.): Podem reter a maior parte do lucro (baixo payout) para reinvestir em novos terrenos sem precisar de dívida.
* FIIs: São obrigados por lei a distribuir 95% do lucro caixa. Se o MFII11 vende um projeto e lucra R$ 10 milhões, ele "cospe" R$ 9,5 milhões para o cotista.
* O Dilema: Como financiar a próxima obra se o caixa foi distribuído?
* A Solução: Alavancagem ou Emissão de Cotas.
Nesse contexto, a dívida do MFII11 é estrutural e saldável, mantendo-se em níveis muito confortáveis em relação ao patrimônio líquido.
Conclusão da Estratégia Trata-se de uma compra de convicção para longo prazo. Minha abordagem é de acumulação periódica, aportando pouco, mas sempre, para suavizar a volatilidade e montar posição para capturar a valorização do ciclo imobiliário que o mercado de FIIs ainda não precificou.
Boa noite, Sr. Reynaldo Gabarron quais cursos o sr. fêz que aprendeu a avaliar ativos ? Gostaria de ter esse conhecimento também . Obrigada, Ana .
i.a.
Pq tanta defesa de um fundo imobiliário?
pois é.... pensei a mesma coisa
Olá Reynaldo Gabarron, tua tese faz sentido em alguns pontos, principalmente ao tratar o MFII11 como equity-like e ao notar o desconto, forte, no p/vp. Eu também vejo assimetria na precificação e concordo que, num ciclo de queda da Selic, o setor tende a melhorar. Dito isso, eu colocaria alguns, porém bem objetivos: comparar p/vp de MFII11 com incorporadoras como a Direncional Engenharia e a outra ( que parece o site ler como palavrão e não sei por que) tem limitações. A ação tem balanço auditado, disclosure e métricas de ROE/resultado mais padronizados. No MFII11, boa parte dos numeros chave do portafólio ( recebíveis, estoque, obras) aparece como "valores gerenciais não auditados" e o estoque é "a valor de tabela", não necessariamente preço de realização. Isso, por sisó, já justifica um desconto estrutural. E o mercado te mostra isso. O P/L em anos via yield mensal pressupõe estabilidade do dividendo. Num fundo de desenvolvimento, a distribuição pode depender de timing de vendas, repasses, distratos e até de eventos de desinvestimentos. Sem uma reconciliação clara competência, caixa, distribuível, usar yield atual como garantia de retorno é arriscado. Sobre alavancagem/emissões, concordo que é o mecanismo natural do veiculo. Só não dá para cravar "níveis confortáveis" sem ver DRE/DFC em notas. Por isso, minha postura é: tese é interessante, ma eu só aumento posição depois de ver demostrações de resultados mais trasparente.
Vou esperar virar filme .
Reynaldo, fiquei seu fã
Pode ser e as emissões abaixo do patrimonial , e a falta de transparencia, e as votações que parecem de papel, nada monitorado nada em sistema , tem que enviar um e-mail pra sei la u quem que ele contabiliza tu voto.......... Para mi esse fundo caro é a 30 reais caro!
Eu queria ser o teu seguidor. Para ler só por segurança! Ahaahahah!
Ótima análise, parabéns!