Rumo (RAIL3) transporta mais em ferrovias, mas lucra menos no 3T25
Companhia vê sua lucratividade descarrilhar -39,2% durante o terceiro trimestre do ano.
Com a descida do nível das águas no Rio Grande do Sul, a população e também as empresas tentam retomar as suas atividades na região. Boa parte das companhias listadas em bolsa que paralisaram as operações no início das chuvas, por exemplo, já voltou a funcionar.
Gerdau (GGBR4), Marcopolo (POMO4) e Taurus (TASA4), por exemplo, suspenderam a produção no Rio Grande do Sul no início de maio, mas informaram ao Investidor10 que as fábricas já estão operando normalmente. A BRF (BRFS3) também já havia retomado as operações.
🏭 Já a Bunge (BG) comunicou que as operações de esmagamento de soja seriam retomadas até este fim de semana. A Braskem (BRKM5), por sua vez, está em processo de retomada.
A Braskem anunciou em 7 de maio uma parada programada das plantas do Polo Petroquímico de Triunfo, que representa cerca de 30% da sua capacidade de produção de eteno no Brasil. Mas, na última terça-feira (21), comunicou a retomada gradual das operações. O processo deve levar 15 dias, "se as condições climáticas e de logística permanecerem estabilizadas".
As companhias aéreas também se preparam para voltar a voar para o Rio Grande do Sul, já que o governo autorizou voos comerciais para a Base Aérea de Canoas. Gol (GOLL4), Azul (AZUL4) e Latam terão voos para Canoas a partir de 1º de junho, enquanto o aeroporto de Porto Alegre segue fechado.
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A Renner (LREN3) precisou fechar 4% das suas lojas no auge da tragédia. Porém, disse que apenas 1% das unidades segue sem funcionar. O restante das lojas afetadas pelas chuvas reabriu as portas, com equipe e horário reduzidos.
A Iguatemi (IGTI11) reabriu na última quarta-feira (22) o Praia de Belas Shopping Center, em Porto Alegre. O subsolo do shopping, contudo, segue fechado para manutenção e as lojas estão autorizadas a operar em horário flexível, de acordo com a disponibilidade das equipes e capacidade operacional de cada lojista.
🛍️ Já a Multiplan (MULT3) comunicou a normalização do ParkShopping Canoas em 12 de maio, cinco dias depois de a operação ter sido suspensa parcialmente.
A Três Tentos (TTEN3) não teve sua produção afetada pelas chuvas, mas fechou temporariamente duas unidades comerciais por causa de acúmulos de água e já retomou as operações.
Algumas lojas da Dimed (PNVL3) também ficaram alagadas, mas a empresa disse que as vendas foram compensadas por outros estabelecimentos comerciais.
A Dimed paralisou o centro de distribuição de Eldorado, que ficou inacessível por causa das aulas. Porém, disse que toda a logística foi compensada pelo centro de distribuição de São José dos Pinhais, no Paraná.
Já a Rumo (RAIL) retomou as operações do corredor de escoamento de grãos no Rio Grande do Sul nos trechos entre Cruz Alta e Rio Grande. Contudo, ressaltou que, "somente após a avaliação de todos os pontos críticos, será possível implementar as ações necessárias para a retomada completa da circulação dos trens em toda a operação".
O custo das enchentes no Rio Grande do Sul ainda não está claro para muitos. Contudo, algumas empresas disseram que foi possível reduzir os danos.
A Taurus, por exemplo, chegou a paralisar as atividades fabris por uma semana, de 6 a 13 de maio, mas não projeta impactos na receita.
A fabricante de armas explicou que opera com um estoque estratégico nos Estados Unidos e que as operações no Rio Grande do Sul já operam "muito próximo ao planejado, respeitando a situação dos colaboradores afetados pelas enchentes direta ou indiretamente".
Já a Marcopolo não teve problemas de abastecimento de matérias-primas e componentes e segue atenta a essa logística para garantir que a produção siga normalmente.
A Renner destacou que não tem centros de distribuição no Rio Grande do Sul e disse que o impacto de fornecimento dos parceiros foi "imaterial".
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