O mercado dos criptoativos tem crescido de forma vertiginosa. Um dos maiores destaques desse meio é o mercado das denominadas criptomoedas ou moedas virtuais

O Bitcoin, por exemplo, rendeu mais de 415,32% apenas em 2020. Da mesma maneira, o Binance Coin e o Bitcoin Cash são dois outros grandes exemplos de criptoativos. 

Nesse artigo, vamos entender melhor o que são os criptoativos, como investir, seus riscos e suas vantagens.

Confira a seguir!

O que são criptoativos? 

Em resumo, criptoativos ou ativos criptografados são ativos que existem apenas no mundo virtual e, simultaneamente, protegidos por criptografia

Dentro desse grande universo, as criptomoedas são apenas um dos criptoativos existentes.

Nesse sentido, Bitcoin, Ether e Litecoin são exemplos de criptoativos.  

A premissa os dcriptoativos é assegurar que as pessoas, físicas ou jurídicas, possam fazer negociações, pagamentos ou transferências sem precisar de uma instituição financeira para fazer intermediação. 

Atualmente, se você quiser pagar, transferir ou negociar precisará de um banco para fazer a ponte entre você e seu objetivo final. A chegada dos criptoativos promete mudar essa forma de negociação.

Assim, a presença da instituição financeira não se faz necessária nesse meio. Isso acontece porque as operações realizadas e as informações armazenadas ficam retidas em uma rede de computadores descentralizada. 

Como resultado, não há uma empresa que faça o controle total dessas operações.

Como funcionam os criptoativos
Entenda como funciona os criptoativos. Foto por Freepik

Como funcionam e para que servem as criptomoedas

Os criptoativos, englobando as criptomoedas, funcionam com base na DLT (tecnologia de registro descentralizado). 

Segundo essa tecnologia, para cada operação feita, toda a rede de computadores é informada e, somente após ser devidamente validada e ter passado pelo sistema de criptografia, a operação é finalizada.

Essa é a forma encontrada para garantir a segurança na negociação de criptomoedas.

A P2P ou Peer-to-Peer é uma rede de ponto a ponto que conecta todos os computadores do mundo. Dessa maneira, assim que se inicia uma operação, a P2P assegura que cada computador conectado à rede tenha acesso à informação.

Mas, isso não significa que qualquer pessoa possa acessá-lo. Ao contrário. Significa apenas que a informação será alocada em vários locais.

Logo, se um computador for comprometido, outros garantem a proteção e continuidade dos dados.

Atualmente, uma das tecnologias mais famosas utilizadas pelos criptoativos é o chamado blockchain

Utilizando essa tecnologia, para cada informação registrada naquela rede, a mesma será reunida em um bloco extremamente protegido. 

Em seguida, esse bloco se liga ao bloco anterior, formando uma cadeia de blocos interconectados — daí o nome blockchain, ou seja, “corrente de blocos”. 

Outro aspecto interessante quanto ao funcionamento dos criptoativos é que sua propriedade não é confirmada pela identidade do indivíduo. Isso é fundamental para assegurar que as transações sejam praticamente anônimas e irrastreáveis. 

Assim, como não utiliza a identidade, os criptoativos exploram as senhas secretas. Logo, aquele que possui a senha secreta torna-se proprietário daquele ativo.

Essa senha secreta, aliada a criptografia de ponta, garante que as transações e operações ocorram.

De maneira geral, o grande propósito das criptomoedas é servir como alternativa ao dinheiro físico. 

Com este viés, podemos destacar três grandes funções dessas criptomoedas:

  • Atuar como meio de troca (para compra, venda e aquisição de bens e mercadorias);
  • Unidade de conta;
  • Reserva de valor.

Segurança e legalidade: Bitcoin é legalizado?

No Brasil, vale destacar que para o Bitcoin ou qualquer outra criptomoeda não existe legislação específica. Isso significa que não há nada em nosso ordenamento jurídico que disponha, regulamente ou oriente sobre o Bitcoin. 

Apesar dessa carência normativa, a existência das criptomoedas não é negada ou proibida pela Justiça. Nesse sentido, o Bitcoin é legal, reconhecido pela própria Receita Federal (tanto para tributos e declarações, quanto para reconhecer bens e direitos). 

No Senado Federal, está transitando o projeto de lei 3825/2019, que propõe regulamentar os criptoativos.

Caso venha a ser sancionado, será a primeira legislação específica a normatizar essa temática. 

Também no ano de 2019, entrou em vigor a Instrução Normativa 1.888, que criou algumas obrigações sobre criptoomoedas, afetando as Exchanges, mercados de balcão e o P2P. 

Na maioria dos países, as legislações sobre o tema se encontram em situação bastante similar ao Brasil. 

Isso nos diz muito sobre esse mercado. Afinal, trata-se de algo novo, desconhecido em certa medida e que começa a dar seus primeiros passos para ser plenamente reconhecido aos olhos das legislações federais.

Mas, até que isso ocorra, saiba que o Bitcoin é legalizado e, inclusive, está sujeito a cobrança de tributos.

Conheça os principais criptoativos do momento.
Conheça os principais criptoativos do momento. Foto por Freepik

Quais são os principais criptoativos disponíveis no mercado?

Não podemos negar que as criptomoedas são os criptoativos mais conhecidos do mundo. 

Nesse sentido, destacamos algumas criptomoedas que prometem estar em alta em 2021, segundo artigo elaborado pelo Genial Investimentos:

  • Bitcoin;
  • Bitcoin Cash;
  • Ethereum;
  • Litecoin;
  • Ripple.

SwissBorg, Reserve Rights e Ocean Protocol são exemplos de criptoativos que, juntamente ao Bitcoin, tiveram uma supervalorização em 2020. 

Vantagens de se investir em criptoativos

Já falamos em tópicos anteriores sob a premissa dos criptoativos em assegurar transações sem a necessidade de que uma instituição financeira faça o intermédio. 

Essa é justamente a principal vantagem dos criptoativos: a descentralização. Ao fazer investimento em criptoativos, não precisará de uma instituição para intermediar essa relação. 

Em um mundo cada vez mais dominado e monopolizado por grandes corporações, ter uma alternativa que conceda total liberdade para negociar e organizar suas finanças é fundamental. 

Outra vantagem dos investimentos em criptoativos é a alta do mercado. 

Por ser uma novidade cheia de promessas e que explora a tecnologia a seu favor, os criptoativos tem caído no gosto popular a cada ano. Como dito anteriormente, apenas o Bitcoin rendeu mais de 415,32%, em 2020. 

Esse número parece muito expressivo, mas, torna-se pequeno ao observarmos outro detalhe: o Bitcoin é apenas um dos criptoativos que mais valorizaram em 2020. Nessa lista, temos criptoativos que ultrapassaram a casa dos 2 000%, por exemplo, o que ocorreu com o projeto SwissBorg. 

O anonimato também entra na lista das vantagens do investimento em criptoativos. 

Por requerer apenas a senha secreta, os criptoativos permitem que os usuários mantenham sua identidade completamente oculta.

A princípio, você pode até pensar que isso coloca em risco a segurança dos criptoativos. Ao contrário, a segurança é mais um grande destaque dos criptoativos. 

Devido à criptografia de ponta, a exploração de tecnologias avançadas e a menor burocracia, os criptoativos criam um ambiente ainda mais seguro do que as plataformas de bancos tradicionais.

Para qual perfil de investidor as criptomoedas são mais indicadas

Em geral, costumamos fazer a divisão em três perfis de investidores

Para cada perfil de investidor, um ativo e um determinado investimento torna-se mais atrativo.

São eles:

  • Perfil conservador: aqueles que tem medo de fazer jogadas arriscadas e preferem a estabilidade;
  • Perfil moderado: aqueles que tem medo de fazer jogadas arriscadas, mas, se necessário, conseguem ser mais flexíveis e se arriscarem um pouco;
  • Perfil arrojado: aqueles que não tem medo de fazer jogadas arriscadas. Ou seja, são pessoas que não tem medo de investir em ativos que oferecem maior instabilidade. 

Para o mercado das criptomoedas, o mais indicado é que o sujeito tenha o perfil de moderado a arrojado (com preferência por esse último). 

Assim, se está iniciando agora e não conhece seu perfil, faça um teste. Utilizando pequenos valores, invista e observe suas reações frente a dinâmica desse mercado.

Entenda os riscos de investir nos criptoativos
Entenda os riscos de investir nos criptoativos. Foto por Freepik

Os principais riscos de se investir em criptomoedas?

Esse mercado convive com alta volatilidade. Isso significa que existem muitas oscilações. 

Portanto, um criptoativo como o Bitcoin pode estar com o preço alto hoje e, no dia seguinte, cair abruptamente. 

Não estamos dizendo que outros investimentos não oferecem riscos. Na verdade, todo e qualquer investimento oferece certo risco

Porém, no mercado das criptomoedas a volatilidade e os riscos são bastante marcantes. 

Além disso, há quatro alerta definidos pela Comissão de Valores Mobiliários, envolvendo não apenas as criptomoedas, mas os criptoativos (destacamos que esses riscos não foram elaborados por nós, mas retirado do documento “Criptoativos – Série Alertas”, da CVM). São eles:

  • Risco de fraudes: infelizmente, esse mercado tem sido alvo de criminosos. Crimes de manipulação, estelionato, pirâmides, esquemas “Ponzi” estão entre os mais cometidos;
  • Risco de liquidez e alta volatilidade dos ativos virtuais: nesse mercado, as chances de não conseguir vender o ativo pelo preço cotado no mercado ou, ainda, perder parcialmente seus ativos é considerável;
  • Riscos específicos da não regulamentação ou do caráter transfronteiriço das operações: por não haver regulamentação específica, há o risco que os ativos encontrem desafios quanto ao ambiente de negociação, além de problemas envolvendo a propriedade de senhas e criptografias;
  • Riscos cibernéticos: como o sistema de criptomoedas é dependente dos meios virtuais, os criptoativos estão expostos à possibilidade de falhas e/ou ameaças externas. 
Aprenda a investir nas criptomoedas
Aprenda a investir nas criptomoedas. Foto por Austin Distel @ Unsplash

Como investir em criptomoedas?

1 – Abra conta em uma Exchange

As Exchanges são as plataformas eletrônicas onde pode ser negociado as moedas virtuais

O primeiro passo é escolher a sua Exchange. Não se esqueça de escolher uma que, além dos benefícios, ofereça uma plataforma visual, prática e interativa.

Em seguida, para conseguir operar precisará de uma conta virtual que recebe o nome de “carteira virtual”. Essa carteira terá uma chave (de caráter público), que possibilitará fazer a publicação de suas transações. Além dessa chave pública, também receberá sua chave secreta. 

2 – Proteja sua carteira

Há diversos tipos de carteira. Algumas com menor proteção e maior acessibilidade, outras com proteção maior e acessibilidade menor. 

O chamado “Protocol Glacier” está entre os que confere maior segurança e proteção a carteira digital. 

Primar pela segurança é algo que nem todas as pessoas preferem escolher, mas é fundamental para proteger seus ativos e sua privacidade. 

Independente disso, sua carteira precisa estar minimamente protegida. Logo, escolher uma Exchange confiável e com relativa estabilidade no mercado é o caminho para assegurar isso.

3 – Estude muito

Deixar de estudar sobre o mercado é um erro é gravíssimo! Quem decide aprender como investir em criptoativos precisa estar disposto a estudar e manter a mente sempre aberta. 

Fazer cursos nessa área, ler artigos, estudar as técnicas de investimento, aprender a analisar gráficos e ler as notícias relacionadas a esse mercado são medidas essenciais para um investidor em criptoativos. 

Como funciona o IR sobre criptomoedas?

O prazo para declarar o Imposto de Renda está aberto e irá até 31 de maio. 

Agora, aquela dúvida surge: preciso declarar IR sobre moedas virtuais?

Este ano, as criptomoedas ganharam regras próprias no tópico de “Bens e Direitos”. São três códigos novos: o 81 (exclusivo para o Bitcoin), o 82 (para os altcoins) e o 89 (para outros criptoativos, como os tokens). 

No IR, a obrigatoriedade de declarar no imposto surge quando o valor na qual foi adquirido o ativo for superior a R$ 1 000,00. 

Se estivermos falando de vender criptomoedas, o lucro adquirido apenas deverá estar sujeito ao imposto se a transação envolver valores superiores a R$ 35 000,00. 

É papel do indivíduo guardar todos os documentos que possam comprovar que aquelas transações são legítimas e autênticas. Ademais, os valores de montante e alíquota seguem o mesmo da tabela do IR.

Enfim, vale a pena investir em criptoativos?

Se o seu perfil é favorável e você está disposto a assumir todos os riscos, vale a pena investir em criptoativos

Afinal, é um mercado bilionário e que apresenta ao indivíduo um novo universo. Sem contar que muitos acreditam que os criptoativos, em especial as criptomoedas, caminham para substituir o dinheiro físico. 

Lembrando que isso não é recomendação de compra de nenhum criptoativo. Antes de decidir realizar qualquer operação, estude bastante e busque apoio profissional.

Conclusão

Neste artigo, aprendemos um pouco mais sobre os criptoativos

Vimos sua definição, características principais, vantagens, como investir em criptoativos e até mesmo compreendemos seus riscos.

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