Raízen (RAIZ4) perde grau de investimento em meio a temor de reestruturação e calote
Fitch, S&P e Moody's cortaram a nota de crédito da Raízen após a empresa contratar assessores financeiros.
Em um comunicado ao mercado, a Raízen (RAIZ4) informou sobre uma transação entre empresas do mesmo grupo. A companhia vendeu derivados de petróleo para a Shell Trading US Company por aproximadamente R$ 151,3 milhões. A operação foi concretizada no dia 8 de novembro.
💸 A empresa ressaltou que a negociação seguiu rigorosamente seus protocolos internos, garantindo um processo justo e transparente. A transação foi conduzida exclusivamente por equipes das duas empresas, sem a participação de acionistas ou administradores da Shell na tomada de decisão.
O diretor financeiro e de relações com investidores, Rafael Bergman, confirmou em comunicado oficial que a transação foi conduzida em total conformidade com a Política de Transações com Partes Relacionadas da Raízen.
💰 No segundo trimestre da safra 2024/2025, a Raízen (RAIZ4) registrou um prejuízo líquido de R$ 158,3 milhões, enquanto no mesmo período da safra anterior havia obtido um lucro de R$ 28,4 milhões.
Apesar do prejuízo, a companhia apresentou uma alta de 22,36% na receita líquida, atingindo R$ 72,909 bilhões. O Ebitda também avançou 6,4%, para R$ 4,619 bilhões, e os investimentos cresceram 4%, chegando a R$ 2,382 bilhões.
🗣️ “Quanto à nossa estrutura de capital, destaco a solidez do nosso balanço patrimonial, que mesmo com maior demanda de capital de giro e Capex, além de variações sensíveis no câmbio e na taxa de juros, apresentamos estabilidade nas despesas financeiras e redução efetiva nas despesas gerais e administrativas”, disse o ex-CEO, Ricardo Mussa.
Leia também: Oi (OIBR3): Ashmore amplia participação na empresa para 9,48%
Fitch, S&P e Moody's cortaram a nota de crédito da Raízen após a empresa contratar assessores financeiros.
A companhia deve avaliar "opções estratégicas" para otimizar a sua estrutura de capital.
Um dos principais gatilhos para a queda foi a confirmação da aquisição da participação da japonesa Sumitomo na Raízen Biomassa.
Segundo a nota, os resultados do ano-safra 25/26 serão divulgados em 12 de fevereiro.
Por volta das 14h, as ações avançavam 17,78%, cotadas a R$ 1,06, figurando entre as maiores altas do dia no Ibovespa.
Paralelamente às tratativas sobre o aporte, a Raízen avança em um plano de desinvestimentos que pode somar cerca de R$ 10 bilhões.
As ações da Raízen estão sendo negociadas abaixo de R$ 1 desde 6 de outubro, o que caracteriza um penny stock segundo as regras da B3.
Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) também sobem, com combate à informalidade no setor de combustíveis.
Cadastro
Já tem uma conta? Entrar
Cadastro
Cadastre-se grátis para continuar acessando o Investidor10.
Já tem uma conta? Entrar
Olá! Você pode nos ajudar respondendo apenas 2 perguntinhas?
Oba! Que ótimo saber que você curte nosso trabalho!
Já que você é um investidor Buy And Hold e adora nossa plataforma, gostaria de te apresentar uma solução que vai turbinar o retorno de seus investimentos! Topa?