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Os Emirados Árabes Unidos pegaram o mercado de surpresa na manhã desta terça-feira (28). O país anunciou a saída da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), entidade que reúne os principais produtores da commodity no mundo, a partir do dia 1º de maio.
O primeiro impacto dessa decisão é o enfraquecimento da organização, que foi criada na década de 1960 para organizar a disponibilidade do petróleo ao redor do mundo. No entanto, as consequências imediatas vão muito além disso, conforme explicam especialistas ouvidos pelo Investidor10.
O analista Leonardo Andreoli, da Hike Capital, destaca que a saída dos EAU expõe um racha interno da Opep que já vinha crescendo nos últimos anos. Enquanto a entidade bloqueia o aumento da produção de petróleo, muitos dos países que participam do conselho querem exportar mais óleo.
“Os Emirados investiram para ampliar a capacidade produtiva e não querem ficar presos a cotas que limitam sua receita, justamente em um momento de petróleo elevado e maior demanda por segurança energética”, diz o especialista. “Na prática, Abu Dhabi quer monetizar a capacidade de produção que construiu, sem depender tanto da coordenação com Riad, Rússia e demais membros do grupo”, completa.
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Por vezes, a Opep é classificada como um “cartel”, já que tem o poder de dizer quanto será produzido pelos países e, consequentemente, influenciar o preço do barril de petróleo ao redor do mundo. Isso acontece porque a entidade reúne países que representam quase 80% das reservas globais de petróleo.
Em 2016, foi criada uma versão estendida do grupo, chamada de Opep+, incluindo os membros fundadores e outros países que também têm participação expressiva no mercado. É nesse grupo que estão nações como Brasil, Rússia e México, incorporadas décadas após a criação da organização original.
“A saída é negativa porque enfraquece a percepção de unidade no cartel. A força do grupo depende da capacidade de seus membros de agirem de forma coordenada. Quando um produtor relevante deixa o bloco, o mercado passa a questionar se a disciplina de produção continuará funcionando e se outros países também podem pressionar por mais liberdade”, complementa Andreoli.
A saída também expõe divergências geopolíticas por causa da guerra no Irã. Durante os últimos dois meses, países da região -a maioria membros da Opep tiveram seus territórios atacados por Teerã, por abrigarem bases militares dos Estados Unidos e servirem como ponto de apoio em conflitos com Washington e Israel.
No curto prazo, a saída de um membro influente deve pressionar o petróleo para cima, já que a coordenação será enfraquecida.
Para Flávio Conde, head de ações da Levante Investimentos, o anúncio de Abu Dhabi não mexe com as ações das petrolíferas brasileiras -pelo menos não de maneira imediata. Ele entende que esses papéis estão suscetíveis ao preço do petróleo, mas não diretamente a essa decisão de saída da Opep.
No entanto, a situação ocorre em um momento bastante singular para a indústria petrolífera, que vê a commodity alcançando números elevados. Há poucas semanas, o barril chegou a ser vendido por cerca de US$ 120 no mercado internacional.
“A subida no preço do petróleo é positiva principalmente para a Prio (PRIO3), que é a única das empresas de capital aberto no Brasil que vende no preço do mercado internacional. A Brava Energia (BRAV3) vende com desconto entre US$ 3 e US$ 10, dependendo da época, que é a mesma faixa da PetroReconcavo (RECV3)”, destaca.
Em relação à estatal, o impacto é um pouco menor, já que a maior parte de sua produção fica no mercado doméstico. “A Petrobras (PETR4) até exporta parte do petróleo que produz, mas a proporção no balanço é bem pequena, cerca de 4% a 5% da receita total”, continua Conde.
Já Andreoli sustenta que a Petrobras também pode ser beneficiada neste momento. “Petróleo em alta sustenta geração de caixa e dividendos, mas uma normalização da oferta global poderá reduzir parte desse prêmio”, explica.
A grande preocupação para os brasileiros é em relação à inflação, que ganhou um novo ingrediente para sair do controle. Até o começo do ano, o Banco Central trabalhava com a expectativa de que os preços se acomodariam ao longo de 2026, mas a guerra no Irã, impactando os preços do petróleo, mudou o cenário para o fim deste ano.
Na tarde desta terça-feira, o petróleo é negociado em alta no mercado internacional em quase todas as suas referências. O barril tipo Brent sobe cerca de 2,7%, sendo negociado acima de US$ 111, refletindo tanto a decisão da Opep quanto os efeitos da guerra no Irã.
“É fundamental que todos saibam que os preços das mercadorias vão subir imediatamente, já que o petróleo é a base energética para o transporte de mercadorias no Brasil e no exterior”, diz a economista Vânia Herrera, delegada do Corecon (Conselho Regional de Economia de São Paulo). “Nós vamos ter aumento no preço dos combustíveis nas bombas e, por consequência, uma elevação generalizada de preços, o que cria uma inflação de custos no curtíssimo prazo”, projeta.
Ela lembra que o Brasil é sensível a essas mudanças por ser bastante dependente de combustíveis fósseis. “Diante desse cenário, cabe ao Brasil discutir sua base energética e repensar a forma de se posicionar no mercado global, inclusive avaliando possíveis reconfigurações na Opep”, conclui.
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