Investir em energia solar rende dividendos mensais? Analistas têm o favorito

Poucos investidores já ouviram falar do Prisma Proton Energia (PPEI11), fundo com quatro fazendas solares.

Publicado em 24/04/2026 às 17:33h Publicado em 24/04/2026 às 17:33h por Lucas Simões
PPEI11 concentra toda a sua geração de energia solar no Nordeste do Brasil (Imagem: Divulgação/Proto Energy)
PPEI11 concentra toda a sua geração de energia solar no Nordeste do Brasil (Imagem: Divulgação/Proto Energy)
Não são apenas os fundos imobiliários (FIIs) que são capazes de pagar dividendos mensais aos cotistas. Ao diversificar sua estratégia de renda passiva, é provável que o investidor também encontre valor nos Fundos de Investimento em Participações (FIPs), já que um deles arranca elogios dos analistas do BTG Pactual em 2026. 
Estamos falando do Proton Energia (PPEI11), um investimento pagador de dividendos mensais e dono de quatro ativos geradores de energia solar centralizada 100% operacionais, todos no Nordeste do Brasil, região com alta incidência de irradiação solar.
São duas fazendas solares no interior da Paraíba (Angico e Malta), cujo pico de capacidade geradora é 64 MWp, com autorização até 2051. Em Pernambuco, o parque eólico está situado no município de Agrestina, com capacidade de 34 MWp e autorização até 2054. Por fim, o Complexo Sobrado na Bahia gera 35 MWp e tem autorização até 2051.
Para o time de analistas do BTG Pactual, o que faz o PPEI11 tão especial é sua combinação de eficiência operacional e contratos no ambiente regulado, com contraparte de baixo risco. O Prisma Proton Energia tem alavancagem de apenas 2,6 vezes sua Dívida Líquida Sobre Ebitda, sob vencimento alongado de 8 anos e um custo competitivo de IPCA+ 2% ao ano.
"Outro ponto relevante é a ausência de impacto de curtailment no portfólio até o momento, diferencial importante dentro do segmento de geração centralizada, onde diversos ativos vêm sofrendo restrições operacionais. Entendemos que a distribuição de dividendos do PPEI11 não será afetada negativamente", destaca o time de especialistas do banco, em relatório.

Dividendos energizados

Aliás, por falar em proventos, o dividend yield do PPEI11 está acima dos 14%, rendendo bem acima de 1% ao mês, fora que a recente mudança para uma política de distribuição mensal tende a aumentar a previsibilidade para o investidor, com projeção de aproximadamente R$ 13,40 por cota em 2026.
Vale mencionar que a solidez operacional e a previsibilidade dos fluxos de pagamentos ainda não se refletiram nas cotas do PPEI11 negociadas na bolsa de valores brasileira. Ou seja, o mercado ainda não notou a evolução nos fundamentos, abrindo uma oportunidade.
"Atualmente, o fundo negocia com uma TIR (Taxa Interna de Retorno) implícita elevada de IPCA+ 14% ao ano, representando um spread de 600 pontos-base acima do que paga o seu Tesouro IPCA+ de referência e superior também ao observado em grande parte dos demais fundos em participações comparáveis", completa o BTG Pactual.
Segundo dados do Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em PPEI11 há cinco anos, hoje você teria R$ 1.288,80, já considerando o reinvestimento dos dividendos mensais. A simulação também aponta que o Ifix teria retornado R$ 1.384,10 nas mesmas condições.

PPEI11

PRISMA PROTON ENERGIA
Cotação

R$ 84,96

Variação (12M)

14,98% Logo PRISMA PROTON ENERGIA

Liquidez Diária

R$ 261,32 K

DY

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1,12