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A cotação do dólar dos Estados Unidos renovou a mínima em mais de 27 meses nesta terça-feira (5), mostram dados do Banco Central. A moeda norte-americana recuou cerca de 1% e terminou o dia cotada em R$ 4,91, um valor que não era visto pelo menos desde o início de 2024.
A performance do dólar esteve atrelada a dois principais fatores que movimentaram o mercado durante o dia. O primeiro foi a Ata do Copom, na qual o Copom deu detalhes da decisão que reduziu os juros em 0,25% na semana passada.
“O ambiente externo permanece incerto, em função da indefinição a respeito da duração, extensão, e desdobramentos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, com reflexos nas condições financeiras globais. Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, disse o Banco Central, se referindo à guerra no Irã.
E o conflito foi justamente o segundo fator a trabalhar a favor do real na competição contra a moeda mais negociada do mundo. Os EUA disseram hoje que o cessar-fogo com o Irã não terminou e que os dois países estão discutindo a extensão deste acordo.
A moeda brasileira também levou a melhor frente ao euro, que caiu 1,1% e fechou o dia em R$ 5,74. Já o Bitcoin (BTC) ganhou espaço nesta luta, subiu mais de 1% e conseguiu retomar a casa dos R$ 400 mil, depois de muitos meses operando abaixo disso.
Leia mais: A guerra entre EUA-Irã pode afetar o 1T26 das companhias aéreas brasileiras?
O mercado de renda variável também teve um dia de celebração, com o principal indicador da B3 voltando a operar no campo positivo. O Ibovespa (IBOV) terminou o pregão com alta de 0,6%, aos 186,7 mil pontos, mas chegou a performar acima dos 187 mil em alguns momento do dia.
O destaque do dia ficou com a Ambev (ABEV3), que conseguiu valorizar mais de 15% ao longo do pregão. A empresa viu os investidores fazerem uma compra massiva, depois da divulgação do balanço, na véspera, em que a companhia reportou um lucro de R$ 3,8 bilhões no 1T26.
O pódio de valorização ainda carrega os tickers de Pão de Açúcar (PCAR3) e Automob (AMOB3), que cresceram 8,8% e 7% ao longo do dia. As duas empresas entregaram uma valorização superior a 10% aos investidores, conforme dados da B3.
Já na área em vermelho, a liderança negativa ficou com Casas Bahia (BHIA3), que perdeu mais de 3% e terminou o pregão em R$ 2,45.
Durante a manhã, as petrolíferas chegaram a sofrer com o recuo no preço do petróleo, mas foram ganhando força com o passar das horas. No final, Petrobras (PETR4) caiu 1,4%, enquanto Prio (PRIO3) e Ultrapar (UGPA3) recuaram 1%.
Outros indicadores da B3, porém, não tiveram a mesma sorte nesta terça. É o caso do Índice de Fundos Imobiliários (IFIX), que perdeu 0,33% de sua pontuação, terminando o dia em 3,8 mil pontos.
O dia também foi de novidades na B3, com a estreia da BradSaúde (SAUD3) no pregão da bolsa de valores. Em seu primeiro dia, a empresa conseguiu acumular 6% de valorização e quase chegar a R$ 16.
A empresa chama a atenção porque é fruto da união de todos os ativos de saúde do Bradesco. Além disso, passa a controlar também a Odontoprev (ODPV3), de quem assume o lugar na bolsa.
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