Rumo (RAIL3) transporta mais em ferrovias, mas lucra menos no 3T25
Companhia vê sua lucratividade descarrilhar -39,2% durante o terceiro trimestre do ano.
🚨 Após divulgar um lucro líquido recorrente de R$ 3,8 bilhões no terceiro trimestre de 2025, alta de 15,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, a Caixa Econômica Federal reforçou seu otimismo com o mercado de crédito imobiliário e afirmou estar confortável com o nível de inadimplência da carteira.
Durante coletiva realizada nesta quinta-feira (27), executivos da instituição detalharam os efeitos das mudanças regulatórias recentes no crédito habitacional, além das estratégias adotadas para mitigar riscos em segmentos como agronegócio e pessoa jurídica.
“A habitação continua sendo e será durante muito tempo, certamente, a nossa grande alavanca”, afirmou o presidente do banco, Carlos Vieira. Segundo ele, as novas regras oferecem base para o banco projetar até R$ 1 trilhão em crédito imobiliário nos próximos dez anos.
As mudanças recentes nas normas do setor devem ampliar a disponibilidade de recursos para financiamento habitacional, com destaque para:
O índice de inadimplência acima de 90 dias atingiu 3,01% no 3T25, ante 2,27% um ano antes. Apesar da alta, os executivos se mostraram tranquilos:
A provisão para créditos de liquidação duvidosa somou R$ 5,07 bilhões, crescendo 64,5% em doze meses, principalmente por conta da adaptação à Resolução 4.966, que alterou a forma de provisionamento baseado em perdas esperadas.
“Estamos seguros quanto ao volume de provisões e não vemos problema estrutural na inadimplência”, afirmou Marcos Brasiliano, vice-presidente de Finanças da Caixa.
Segundo ele, não há crise de renda ou emprego, e o endividamento das famílias está mais ligado ao nível elevado de juros do que à capacidade de pagamento.
“Quando pensamos em 2026, vemos uma oportunidade com uma possível queda nas taxas de juros”, completou.
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A carteira de crédito para o agronegócio totalizou R$ 61,8 bilhões no terceiro trimestre. A instituição reconheceu que o crescimento rápido da atuação no setor exigiu uma reavaliação de risco.
“Na relação em que houve quebra de confiança, a Caixa já começa a ser muito dura”, afirmou Carlos Vieira.
Segundo a vice-presidente de Riscos, Henriete Bernabé, a alta na inadimplência era esperada e já houve estabilização entre agosto e setembro, com perspectivas de boas renegociações no quarto trimestre.
📊 A executiva também minimizou os riscos na carteira de crédito para micro e pequenas empresas, que somou R$ 110,8 bilhões, explicando que os ajustes nos modelos de risco já elevaram a qualidade das novas safras
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