XP crava favorita no setor elétrico e alerta para 'decepções' no 4T25

A XP acredita em um 4T25 misto em utilities, com foco em caixa, custos e operação, e aponta os nomes mais fortes para o mercado.

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Publicado em 24/02/2026 às 15:46h - Atualizado Agora Publicado em 24/02/2026 às 15:46h Atualizado Agora por Matheus Silva
Na distribuição, a Energisa segue como destaque positivo (Imagem: Shutterstock)
Na distribuição, a Energisa segue como destaque positivo (Imagem: Shutterstock)
🚨 Com a temporada de resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) andando, a XP Investimentos (XPBR31) mapeou o que tende a chamar mais atenção no setor de utilities, olhando para fundamentos operacionais, previsibilidade de caixa e comportamento de custos.
A leitura da casa é de um trimestre com sinais mistos, principalmente entre distribuidoras e geradoras, com alguns nomes aparecendo como favoritos para “entregar” o que o mercado quer ver.
Na distribuição, a XP projeta um quadro misto entre as empresas sob cobertura, mas coloca a Energisa (ENGI11) como destaque positivo. Segundo o relatório, a combinação de volumes saudáveis com custos mais controlados deve sustentar um desempenho melhor no trimestre. 
A corretora também atualizou o preço-alvo das ações para o fim de 2026 para R$ 84,90 por ação, já considerando o dividendo em ações declarado no ano passado, e manteve a recomendação inalterada.
Para distribuidoras dentro de grupos integrados, o trimestre pode vir com nuances. A XP aponta sinais mistos de volumes, influenciados por um clima mais ameno e por bases de comparação mais exigentes na comparação anual. 
Ainda assim, no caso da Equatorial (EQTL3), a expectativa é de resultados saudáveis na distribuidora, apoiados por volumes que já apareceram no release operacional da companhia.

Geração de energia

Na geração, o tom fica mais desafiador. A XP destaca que o curtailment segue como um “peso” relevante para as renováveis, e que esse efeito tende a ficar ainda mais intenso no trimestre por conta de maiores custos de modulação. 
Em paralelo, as hidrelétricas encaram um período sazonalmente mais fraco, com GSF (Fator de Ajuste da Geração) em nível baixo e preços spot elevados, o que pode pressionar a margem bruta de energia.
Apesar desse pano de fundo mais difícil, a XP observa que uma modulação mais favorável para hidrelétricas e uma gestão eficiente de portfólio podem abrir espaço para surpresas positivas em companhias com maior exposição hídrica. 
Dentro desse recorte, a Axia (AXIA3) aparece como o nome com maior chance de surpreender de forma positiva no trimestre, segundo a casa.

Transmissão, saneamento e resíduos

Em transmissão, a expectativa é de menos emoção. A XP vê a Taesa (TAEE11) reportando números sem grandes surpresas. 
Para a Alupar (ALUP11), a projeção é mais fraca, principalmente porque o segmento de geração da companhia tem um portfólio mais exposto ao curtailment elevado. 
Já a Isa Energia (ISAE3) é citada como outra empresa que deve passar pelo trimestre sem grandes novidades.
No saneamento, a XP espera que a Sabesp (SBSP3) mantenha a tendência de resultados saudáveis, apoiada por crescimento modesto de volumes. 
Do outro lado, a Sanepar (SAPR11) tende a ter um 4T25 mais desafiador, com volumes fracos e um crescimento de opex em termos reais pressionando o EBITDA.
Por fim, em gestão de resíduos, a Orizon (ORVR3) é apontada como candidata a entregar resultados sólidos, em continuidade ao que já vinha aparecendo no 3T25. 
📈 A XP menciona uma dinâmica anual de gate fee em patamar semelhante e um comportamento também parecido de COGS por tonelada, o que ajudaria a manter a consistência dos números.

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