Raízen (RAIZ4) pode pedir recuperação extrajudicial, mesmo após aporte bilionário
A companhia busca uma "solução abrangente e definitiva" para fortalecer a estrutura de capital.
🚜 A produtora de açúcar e etanol Raízen (RAIZ4) reportou um prejuízo líquido de R$ 158,3 milhões no segundo trimestre da atual safra 2024/2025, revertendo o lucro de R$ 28,4 milhões obtido um ano antes, conforme resultados divulgados nesta terça-feira (12).
Para a companhia, o desempenho negativo no período que corresponde ao terceiro trimestre do ano (3T24) reflete a sazonalidade na comercialização, principalmente do etanol, e maior despesa contábil com imposto de renda, apesar dos avanços na venda de açúcar.
Vale mencionar que os eventos climáticos ocorridos no Brasil, com forte estiagem e incêndios de grandes proporções, geraram uma reação rápida e coordenada para mitigação e prevenção de danos ao patrimônio da Raízen e de outras empresas do setor sucroalcooleiro.
🌾 Apesar da redução das expectativas quanto a esta safra, a companhia espera um desempenho em torno de 78,5 a 80 milhões de toneladas de cana-de-açúcar moída, substancialmente maior do que houve em outros anos de eventos climáticos semelhantes.
Já o ebitda ajustado (lucro antes de impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 3,7 bilhões no período da safra, queda de 2% na comparação anual. Enquanto isso, a geração primária de caixa alcançou R$ 2,3 bilhões, recuou de 9%, respectivamente, com investimentos somando R$ 2,4 bilhões, alta de 4%.
A receita operacional líquida da Raízen totalizou R$ 72,9 bilhões no trimestre passado, crescimento de 23% na base anual. Conforme sua administração, os novos patamares de preços de açúcar e a recuperação dos preços do etanol, em todas as suas modalidades, trazem confiança quanto à evolução da rentabilidade adiante.
➡️ Leia mais: Jalles Machado (JALL3) reverte prejuízo e lucra no 2º tri da safra 2024/25
A companhia busca uma "solução abrangente e definitiva" para fortalecer a estrutura de capital.
As negociações entre Shell e Cosan para injetar capital novo na Raízen foram interrompidas nesta semana, segundo fontes a par das tratativas.
Durante as negociações, a Shell teria se comprometido a aportar R$ 3,5 bilhões.
O CEO da Shell no Brasil afirmou que a empresa prefere manter a estrutura atual da companhia sem divisões.
A multinacional, que divide o controle da joint venture com a Cosan, estuda elevar o valor inicialmente previsto para recapitalizar a empresa.
Produtora de açúcar e etanol corre o risco de ser desmembrada, conforme proposta da Cosan.
A dívida líquida da Raízen encerrou o último trimestre em R$ 55,3 bilhões, aumentando a pressão por medidas de redução da alavancagem.
Segundo o banco, a Raízen pode reequilibrar sua estrutura de capital por meio de aumento de capital e/ou venda de ativos.
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