Qual é a petroleira dos EUA que opera na Venezuela?

Presidente Donald Trump anuncia que petroleiras americanas investirão bilhões de dólares na Venezuela.

Author
Publicado em 03/01/2026 às 17:45h - Atualizado Agora Publicado em 03/01/2026 às 17:45h Atualizado Agora por Lucas Simões
Chevron (CVX) pode disparar produção de petróleo na Venezuela em 2026 (Imagem: Shutterstock)
Chevron (CVX) pode disparar produção de petróleo na Venezuela em 2026 (Imagem: Shutterstock)
Diante do vácuo de poder deixado pela queda do ditador Nicolás Maduro na Venezuela, o presidente americano Donald Trump já tratou de revelar que petroleiras americanas aportarão bilhões de dólares no setor energético do país sul-americano, durante coletiva de imprensa neste sábado (3).
Poucas horas após militares americanos empregarem bombardeios aéreos na capital venezuelana, Caracas, e em outras regiões do território, que culminaram na captura de Nicolás Maduro e sua esposa, os quais foram retirados do país, Trump explicou que o foco dos investimentos é recuperar a infraestrutura petrolífera em frangalhos.
Assim como no Brasil, o petróleo explorado na Venezuela encontra-se em alto-mar (offshore), o que requer uma baita infraestrutura e logística das petroleiras envolvidas. A diferença é que, enquanto os brasileiros possuem uma reserva comprovada de petróleo de 16,8 bilhões de barris, os venezuelanos ostentam 303 bilhões de barris, a maior reserva do planeta.
Mesmo que a maior parte da exploração petrolífera da Venezuela tenha sido estatizada, sobretudo durante o regime de Hugo Chávez, de quem Nicolás Maduro herdou o controle do poder, ainda há uma petroleira sediada nos Estados Unidos que opera na nação sul-americana.
A Chevron (CVX) ainda mantém operações na Venezuela, tendo exportado cerca de 140 mil barris de petróleo por dia durante o quarto trimestre de 2025, conforme dados da consultoria de energia Kpler.
Por sua vez, a petroleira americana afirma, em nota, que "segue focada na segurança e bem-estar de seus colaboradores, bem como da integridade de suas instalações e plataformas de exploração de petróleo na Venezuela".

Chevron e Exxon Mobil na Venezuela

Já a também petroleira americana Exxon Mobil (XOM) tem uma relação mais conturbada com o governo venezuelano. Há mais de 15 anos, a empresa deixou de adquirir e receber petróleo venezuelano após se recusar a adotar o modelo de joint venture estabelecido pela Lei de Hidrocarbonetos Orgânicos, em que os americanos ficam com a participação minoritária e a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), controlada pelo regime chavista, abocanha a fatia majoritária.
É justamente daí que vêm parte das justificativas do governo Trump para exercer o ataque militar na Venezuela e se apropriar das instalações petrolíferas, já que a Exxon Mobil, até o momento, foi submetida a expropriação sem indenização pelo então governo de Hugo Chávez, sucedido por Nicolás Maduro.
Ao mesmo tempo, a vizinha Guiana, que mudou sua sorte a partir de 2015, após a descoberta de vastas reservas de petróleo em alto-mar, já dá um spoiler do que se pode esperar da atuação das petroleiras americanas na Venezuela.
Só a Exxon Mobil controla quase 50% do principal bloco de exploração de petróleo na Guiana, o Stabroek, distante 190 quilômetros da costa. A partir de julho de 2025, a Chevron também passou a ter participação por lá, em negócio envolvendo US$ 53 bilhões.
Segundo dados do Investidor10, se você tivesse investido US$ 1 mil em Exxon Mobil (XOM) há cinco anos, hoje você teria US$ 3.626,78, enquanto a Chevron (CVX) teria entregue US$ 2.281,61, em ambos os casos já considerando o reinvestimento dos dividendos em dólar. A simulação também mostra que o ETF VOO, que replica o S&P 500, teria retornado US$ 1.990,83.

XOM

Exxon Mobil
Cotação

R$ 122,65

Variação (12M)

18,06 % Logo Exxon Mobil

Margem Líquida

9,22 %

DY

3,32 %

P/L

17,23

P/VP

1,92