Após aval da ANP, Petrobras (PETR4) prepara volta à Margem Equatorial
Segundo a companhia, a retomada das atividades está condicionada ao cumprimento integral das exigências regulatórias.
A Petrobras (PETR4) pretende comprar até 25 navios próprios por meio da Transpetro, a sua subsidiária de transporte e logística de combustíveis, nos próximos anos. Com isso, a companhia pode contribuir com a promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de retomar a indústria naval brasileira.
💰 A compra de navios ocorrerá por meio do programa TP25, que prevê a renovação e a ampliação da frota do Sistema Petrobras. De acordo com a Transpetro, o programa já tem 16 embarcações aprovadas, entre gaseiros e navios de médio porte, mas outras nove embarcações estão em estudo. O investimento total pode chegar a US$ 2,5 bilhões. Isto é, mais de R$ 13 bilhões no câmbio atual.
Ainda segundo a Transoetro, os primeiros navios do programa devem ser contratados ainda em 2024. É que a companhia publicou a licitação inaugural do TP25 na última sexta-feira (5). É uma licitação internacional, que prevê a aquisição de quatro navios da classe Handy, de 15 a 18 mil toneladas de porte bruto.
As empresas interessadas em fornecer essas embarcações têm um prazo de 90 dias para apresentar suas propostas. O objetivo da Transpetro é anunciar o estaleiro vencedor do processo e assinar o contrato de produção dos navios em dezembro deste ano.
🚢 A companhia estima, então, que o primeiro navio desse programa será lançado no primeiro semestre de 2026. Os demais devem ser entregues sucessivamente a cada seis meses, até meados de 2028.
Mas a Transpetro não quer parar por aí e já trabalha na aprovação do próximo lote do TP25, que deve contar com a encomenda de mais oito navios. Segundo a companhia, os primeiros 16 navios do TP25 já previstos no Plano Estratégico 2024-2028 da Petrobras.
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Em nota, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que o programa da Transpetro vai melhorar a capacidade de logística de petróleo e derivados da companhia. "Vamos ficar menos expostos a oscilações de fretes e reduzir os custos com afretamentos de embarcações", afirmou.
Além disso, o programa pode contribuir com a retomada da indústria naval brasileira. Segundo Chambriard, é o "início de contratações que vão contribuir para fortalecimento da indústria naval e offshore nacional".
"O projeto é importante não só para a Transpetro, que vai ampliar sua frota, mas também para o Sistema Petrobras, que vai ter mais navios a sua disposição, e para o país, porque vamos ter navios de bandeira brasileira navegando pelos mares brasileiros e vamos ter geração de emprego e renda no Brasil", reforçou o presidente da Transpetro, Sergio Bacci.
A indústria naval brasileira foi impulsionada nos primeiros governos Lula por meio de subsídios, uma política de conteúdo local que exigia a participação da indústria nacional na produção de navios e plataformas de petróleo usadas no país e das encomendas da Petrobras e da Transpetro.
O setor, no entanto, foi duramente atingido pelas investigações da Operação Lava Jato. Por isso, muitos dos estaleiros construídos no Brasil no início dos anos 2000 apresenta quase nenhuma atividade hoje em dia. Retomar a indústria naval é, então, uma promessa do presidente Lula.
Para isso, no entanto, a Transpetro fez ajustes no processo licitatório do seu novo programa de renovação e a ampliação da frota. A licitação lançada na sexta-feira (5), por exemplo, é internacional e não tem a exigência de conteúdo local.
Ainda assim, a companhia acredita que este pode ser um incentivo para a indústria naval brasileira, dado o imposto de importação sobre as embarcações e as condições facilitadas de financiamento oferecidas ao setor pelo FMM (Fundo da Marinha Mercante), do governo federal.
Segundo a companhia, a retomada das atividades está condicionada ao cumprimento integral das exigências regulatórias.
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