Ibovespa fecha em queda com Ormuz fechado e Super Quarta no radar

O índice acumulou queda de 2,55% na semana com o Estreito de Ormuz fechado e incerteza sobre as negociações EUA-Irã.

Publicado em 24/04/2026 às 17:55h Publicado em 24/04/2026 às 17:55h por Matheus Silva
O dólar à vista recuou 0,10%, fechando a R$ 4,99 (Imagem: Shutterstock)
O dólar à vista recuou 0,10%, fechando a R$ 4,99 (Imagem: Shutterstock)
🚨 O Ibovespa (IBOV) encerrou esta sexta-feira (25) com queda de 0,33%, aos 190.745,02 pontos, acumulando recuo de 2,55% nas quatro sessões da semana, a segunda seguida no vermelho. Na mínima intradia, o índice chegou a perder os 190 mil pontos, atingindo 189.962,93 pontos.
O dólar à vista recuou 0,10%, fechando a R$ 4,998, após voltar a superar os R$ 5 na véspera. Os juros futuros encerraram com quedas por toda a curva.
O cenário geopolítico seguiu dominando o humor dos mercados. Após dois dias de pessimismo com as negociações entre EUA e Irã, o pregão desta sexta trouxe um alívio pontual.
O chanceler iraniano Abbas Araghchi viajou ao Paquistão, e os EUA convocaram o enviado Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump, para tentar um encontro presencial com os iranianos. O vice-presidente JD Vance permaneceu de prontidão em Washington.
A sinalização de reaproximação foi suficiente para moderar os preços do petróleo. O WTI recuou e o Brent subiu levemente. O Estreito de Ormuz, no entanto, segue fechado. 
Paralelamente, Israel reiterou que continuará atacando o Líbano na busca pelo enfraquecimento do Hezbollah, posição que o Irã não aceita, mantendo as divergências estruturais do conflito em aberto.
No cenário americano, a confiança do consumidor dos EUA caiu ao nível mais baixo em quase quatro anos em abril, aumentando a pressão doméstica sobre Trump para resolver o impasse rapidamente.

Usiminas dispara com resultado acima do esperado no 1T26

A temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026 teve início com destaque positivo. A Usiminas (USIM5) mais que dobrou seu lucro, com resultado acima das estimativas do mercado, o que fez as ações subirem 5,55%.
Analistas apontaram que a surpresa positiva foi impulsionada por desempenho melhor em custos e volumes na divisão de aço. 
A empresa, porém, projeta impacto de custo no segundo trimestre em praticamente todos os insumos em razão da guerra.
A Braskem (BRKM5) também avançou 5,28%, com a Petrobras ampliando sua influência no controle da companhia.

Brava despenca 5,75%; Petrobras e bancos recuam

A Brava Energia (BRAV3) foi novamente a ação mais negociada do dia e despencou 5,75%, ainda na esteira da proposta de compra de controle pela Ecopetrol e com analistas rebaixando recomendações.
A oferta de R$ 23 por ação não retira a empresa da bolsa de imediato, mas impõe um limite de ganhos no curto prazo. A Petrobras (PETR4) caiu 1,28%. 
Entre os bancos, o Banco do Brasil (BBAS3) recuou 1,30%, o Santander (SANB11) baixou 0,60% e o Bradesco (BBDC4) perdeu 0,25%. A XP manteve recomendação neutra para o Bradesco, reconhecendo a forte trajetória de recuperação do banco, com ciclos mais resilientes e melhora na rentabilidade.
O Itaú Unibanco (ITUB4) foi exceção entre os pares, subindo 0,43%. A Vale (VALE3) oscilou ao longo do pregão e encerrou com queda de 0,12%.

Semana que vem traz IPCA-15 e Super Quarta com Copom e Fed

A semana seguinte, encurtada pelo feriado do Dia do Trabalho, será agitada. Na terça-feira, o Brasil divulga a prévia da inflação de abril, o IPCA-15. 
Na quarta-feira, o Copom (Comitê de Política Monetária) e o Fed (Federal Reserve) decidem simultaneamente as taxas de juros de seus respectivos países, em data que o mercado já chama de Super Quarta.

Wall Street sobe com S&P 500 e Nasdaq buscando máximas

No exterior, o Dow Jones encerrou no negativo, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq avançaram em direção às máximas históricas, com os investidores redirecionando o foco para a temporada de balanços do primeiro trimestre americano. 
📊 As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda.