Chuvas no Rio Grande do Sul: Veja empresas que retomaram atividades

Braskem está em processo de retomada e Renner ainda tem lojas fechadas, mas outras companhias já normalizaram operações.

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Publicado em 25/05/2024 às 12:01h - Atualizado 22 dias atrás Publicado em 25/05/2024 às 12:01h Atualizado 22 dias atrás por Marina Barbosa
Chuvas afetaram mais de 450 cidades do Rio Grande do Sul (Agência Brasil)
Chuvas afetaram mais de 450 cidades do Rio Grande do Sul (Agência Brasil)

Com a descida do nível das águas no Rio Grande do Sul, a população e também as empresas tentam retomar as suas atividades na região. Boa parte das companhias listadas em bolsa que paralisaram as operações no início das chuvas, por exemplo, já voltou a funcionar.

Gerdau (GGBR4), Marcopolo (POMO4) e Taurus (TASA4), por exemplo, suspenderam a produção no Rio Grande do Sul no início de maio, mas informaram ao Investidor10 que as fábricas já estão operando normalmente. A BRF (BRFS3) também já havia retomado as operações.

🏭 Já a Bunge (BG) comunicou que as operações de esmagamento de soja seriam retomadas até este fim de semana. A Braskem (BRKM5), por sua vez, está em processo de retomada.

A Braskem anunciou em 7 de maio uma parada programada das plantas do Polo Petroquímico de Triunfo, que representa cerca de 30% da sua capacidade de produção de eteno no Brasil. Mas, na última terça-feira (21), comunicou a retomada gradual das operações. O processo deve levar 15 dias, "se as condições climáticas e de logística permanecerem estabilizadas".

As companhias aéreas também se preparam para voltar a voar para o Rio Grande do Sul, já que o governo autorizou voos comerciais para a Base Aérea de Canoas. Gol (GOLL4), Azul (AZUL4) e Latam terão voos para Canoas a partir de 1º de junho, enquanto o aeroporto de Porto Alegre segue fechado.

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Varejo

A Renner (LREN3) precisou fechar 4% das suas lojas no auge da tragédia. Porém, disse que apenas 1% das unidades segue sem funcionar. O restante das lojas afetadas pelas chuvas reabriu as portas, com equipe e horário reduzidos.

A Iguatemi (IGTI11) reabriu na última quarta-feira (22) o Praia de Belas Shopping Center, em Porto Alegre. O subsolo do shopping, contudo, segue fechado para manutenção e as lojas estão autorizadas a operar em horário flexível, de acordo com a disponibilidade das equipes e capacidade operacional de cada lojista.

🛍️ Já a Multiplan (MULT3) comunicou a normalização do ParkShopping Canoas em 12 de maio, cinco dias depois de a operação ter sido suspensa parcialmente.

A Três Tentos (TTEN3) não teve sua produção afetada pelas chuvas, mas fechou temporariamente duas unidades comerciais por causa de acúmulos de água e já retomou as operações.

Algumas lojas da Dimed (PNVL3) também ficaram alagadas, mas a empresa disse que as vendas foram compensadas por outros estabelecimentos comerciais.

Logística

A Dimed paralisou o centro de distribuição de Eldorado, que ficou inacessível por causa das aulas. Porém, disse que toda a logística foi compensada pelo centro de distribuição de São José dos Pinhais, no Paraná.

Já a Rumo (RAIL) retomou as operações do corredor de escoamento de grãos no Rio Grande do Sul nos trechos entre Cruz Alta e Rio Grande. Contudo, ressaltou que, "somente após a avaliação de todos os pontos críticos, será possível implementar as ações necessárias para a retomada completa da circulação dos trens em toda a operação".

Impacto

O custo das enchentes no Rio Grande do Sul ainda não está claro para muitos. Contudo, algumas empresas disseram que foi possível reduzir os danos.

A Taurus, por exemplo, chegou a paralisar as atividades fabris por uma semana, de 6 a 13 de maio, mas não projeta impactos na receita.

A fabricante de armas explicou que opera com um estoque estratégico nos Estados Unidos e que as operações no Rio Grande do Sul já operam "muito próximo ao planejado, respeitando a situação dos colaboradores afetados pelas enchentes direta ou indiretamente".

Já a Marcopolo não teve problemas de abastecimento de matérias-primas e componentes e segue atenta a essa logística para garantir que a produção siga normalmente.

A Renner destacou que não tem centros de distribuição no Rio Grande do Sul e disse que o impacto de fornecimento dos parceiros foi "imaterial".