BTG (BPAC11) leva ativos de fibra ótica da Oi (OIBR3) após disputa na Justiça

O BTG deve comprar a fatia da Oi na V.tal por R$ 4,5 bilhões, abaixo do pedido inicialmente.

Publicado em 02/04/2026 às 10:15h Publicado em 02/04/2026 às 10:15h por Marina Barbosa
A V.tal opera a maior rede de fibra ótica do Brasil (Imagem: Shutterstock)
A V.tal opera a maior rede de fibra ótica do Brasil (Imagem: Shutterstock)
A Oi (OIBR3) deve vender o seu ativo mais valioso para o BTG Pactual (BPAC11), mas por um preço bem abaixo do imaginado.
📞 Em recuperação judicial, a Oi tentava há meses vender a sua participação de 27,26% na V.tal, empresa de infraestrutura digital que opera a maior de rede de fibra ótica no Brasil.
O objetivo era levantar ao menos R$ 12,3 bilhões e usar esse recurso para pagar seus credores, reduzindo a dívida e pavimentando o caminho para a reestruturação financeira.
A companhia, no entanto, não conseguiu ninguém disposto a pagar esse valor. Por isso, terá que vender o ativo por cerca de um terço do previsto.

A oferta do BTG

💲 Em leilão realizado no início de março, apenas o BTG Pactual fez uma oferta pela fatia da Oi na V.tal. A oferta, porém, foi de R$ 4,5 bilhões. Por isso, o leilão foi suspenso para uma análise mais profunda do negócio.
Os credores da Oi e o Ministério Público do Rio de Janeiro chegaram a rejeitar a oferta do BTG nesse período, observando que o preço estava bem abaixo do mínimo previsto no edital de venda.
Porém, o administrador, o observador e o gestor judicial da Oi acabaram aceitando o acordo, assim como o comitê de credores trabalhistas. Coube, então, à Justiça decidir sobre o assunto e a decisão foi favorável ao BTG.

Justiça libera venda, mas barra IPO

⚖️ A Justiça do Rio de Janeiro aprovou a venda dentro dos termos propostos pelo BTG nessa quarta-feira (1º), por entender que o valor era justo. 
Além disso, lembrou que a proposta feita pelo BTG é vinculante. Logo, a sua retirada implicaria na cobrança de uma multa de 50% do valor oferecido.
Em fato relevante, a Oi disse que seguirá com a venda do ativo e a V.tal lembrou que a conclusão da operação depende da negociação e celebração dos documentos definitivos.
O BTG ainda não se manifestou, mas já é acionista majoritário da V.tal e, com essa aquisição, passará a deter o controle integral da empresa de fibra ótica.
A Justiça determinou, no entanto, que o BTG Pactual não pode fazer o IPO (oferta pública inicial de ações) da V.tal nos próximos 24 meses, sob pena de ter que pagar uma multa à Oi.

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