BHIA3: Michael Klein propõe volta à Casas Bahia e eleva posição acionária

A proposta está sujeita à aprovação dos acionistas do Grupo Casas Bahia.

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Publicado em 02/04/2025 às 10:13h - Atualizado 17 horas atrás Publicado em 02/04/2025 às 10:13h Atualizado 17 horas atrás por Elanny Vlaxio
O empresário possuía, até então, 1,68% dos papéis (Imagem: Shutterstock)
O empresário possuía, até então, 1,68% dos papéis (Imagem: Shutterstock)

🗣️ Na última terça-feira (1º), o investidor Michael Klein, da família fundadora da Casas Bahia (BHIA3), comunicou que realizou o pedido formal para convocar uma assembleia de acionistas com a intenção de voltar à presidência do Conselho de Administração da empresa.

Além da destituição do atual presidente do conselho da companhia, Renato Carvalho do Nascimento, está incluído no documento o pedido de saída do conselheiro Rogério Paulo Calderón Peres, com a indicação de Luiz Carlos Nannini para o cargo. A proposta, no entanto, está sujeita à aprovação dos acionistas do Grupo Casas Bahia.

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"A companhia esclarece que o requerimento se encontra em análise pelos seus órgãos competentes e, uma vez cumpridos os requisitos aplicáveis, a companhia convocará a AGE, dentro do prazo legal", afirmou a empresa em fato relevante divulgado no mesmo dia.

💬 Segundo comunicado enviado ao grupo, "a empresa precisa de uma liderança com visão estratégica para adaptar o modelo tradicional às atuais demandas do mercado consumidor". Além de pedir uma assembleia, Klein também informou que atingiu a posição acionária de aproximadamente 10,42% na companhia.

Ele afirmou que o investimento tem como objetivo 'viabilizar' seu envolvimento na gestão, conforme mostra a carta anexada ao comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários). O empresário possuía, até então, 1,68% dos papéis. A participação, quando somada à de outros acionistas ligados a ele, chegava a 9,49% do capital social da companhia.

Prejuízo da Casas Bahia (BHIA3) caiu 54,8% no 4º tri

No 4º trimestre 2024, o Grupo registrou um prejuízo líquido de R$ 452 milhões, uma melhora de 54,8% em relação ao prejuízo apurado no ano anterior. No acumulado do ano, o prejuízo totalizou R$ 1,045 bilhão, representando uma redução de 60,2% em comparação com o prejuízo apurado em 2023.

Nos últimos três meses do ano passado, o Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 640 milhões, um aumento de 300% em comparação com o Ebitda ajustado de R$ 160 milhões do ano anterior. A receita líquida cresceu 7,6% entre os dois períodos, indo de R$ 7,414 bilhões para R$ 7,981 bilhões.

Comparando com o 3º tri de 2024, a receita líquida cresceu 24,7%. Na avaliação do CFO, Elcio Ito, a companhia passou a usufruir dos resultados de um período em que realizou ajustes nas categorias, encerrou subcategorias menos rentáveis e diminuiu os subsídios direcionais para o canal online.

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