Shell quer injetar até R$ 3,5 bi na Raízen (RAIZ4) para evitar recuperação judicial
A multinacional, que divide o controle da joint venture com a Cosan, estuda elevar o valor inicialmente previsto para recapitalizar a empresa.
⛽ A Raízen (RAIZ4) avisou ao mercado em geral nesta quinta-feira (27) que o Banco Central da Noruega, o Norges Bank, vendeu aproximadamente 1,2 milhão de ações da companhia brasileira, conforme correspondência recebida.
Tal documento dá conta que os noruegueses possuíam uma fatia de 5,08% na Raízen, ao deterem aproximadamente 69,1 milhões de ações preferenciais da produtora brasileira de açúcar e etanol.
Só que após o Norges Bank resolver diminuir sua exposição à companhia, cujas ações têm apanhado na bolsa de valores brasileira por conta do seu elevado grau de endividamento em tempos de taxa Selic nas alturas, passou a possuir 67,9 milhões de papéis preferenciais, que representam 4,99% do capital da empresa.
Os noruegueses afirmam que a decisão pela venda milionária de ações é por motivo estritamente de investimento, sem visar alterar o controle administrativo da Raízen. Só no acumulado de 2025, as ações RAIZ4 já se desvalorizaram quase −20%.
Conforme dados do Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em RAIZ4 há dois anos, hoje você teria R$ 625,50, já considerando o reinvestimento dos dividendos. A simulação também aponta que o Ibovespa teria retornado R$ 1.119,10 nas mesmas condições.
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A multinacional, que divide o controle da joint venture com a Cosan, estuda elevar o valor inicialmente previsto para recapitalizar a empresa.
Produtora de açúcar e etanol corre o risco de ser desmembrada, conforme proposta da Cosan.
A dívida líquida da Raízen encerrou o último trimestre em R$ 55,3 bilhões, aumentando a pressão por medidas de redução da alavancagem.
Segundo o banco, a Raízen pode reequilibrar sua estrutura de capital por meio de aumento de capital e/ou venda de ativos.
Apesar da correção, o saldo segue positivo na semana, com o principal índice da B3 avançando 1,92%, acumulando alta de 2,81% em fevereiro.
A lógica da cisão seria isolar riscos, dar maior transparência às operações e facilitar a atração de capital para cada unidade.
Empresa diz que resultado foi pressionado por efeitos pontuais, mas mercado mantém cautela.
Fitch, S&P e Moody's cortaram a nota de crédito da Raízen após a empresa contratar assessores financeiros.
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