Oncoclínicas (ONCO3) abandona guidance anunciado em outubro
A decisão, segundo a companhia, foi motivada por fatores macroeconômicos.
A Oncoclínicas (ONCO3) anunciou nesta terça-feira (6) a sua primeira incursão internacional. A companhia vai entrar no mercado da Arábia Saudita, por meio de uma joint venture voltada ao tratamento oncológico.
🏥 A companhia brasileira fez um acordo para constituir uma joint venture com o Advanced Drug Company for Pharmaceuticals, subsidiária integral do Al Fasaliah Group, um dos maiores conglomerados da Arábia Saudita.
Por isso, a Oncoclínicas fala em "unir forças com um experiente e competente parceiro local". Além disso, lembrou que a Arábia Saudita cresce a uma taxa média real de 4% ao ano e tem um mercado de oncologia estimado em cerca de US$ 3 bilhões para 2024, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde e do Saudi Census.
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O acordo prevê o desenvolvimento de uma unidade ambulatorial de tratamento de quimioterapia, radioterapia e medicina diagnóstica na cidade de Riad, a capital da Arábia Saudita. A Oncoclínicas terá uma participação de 51% no negócio e os demais 49% serão do Al Faisaliah Group.
💲 Para isso, a companhia brasileira deve investir de US$ 10 milhões a US$ 20 milhões nos próximos três anos. Em contrapartida, a Oncoclínicas projeta uma receita potencial de aproximadamente US$ 550 milhões e um Ebitda de US$ 150 milhões no quinto ano de operação da joint venture.
As projeções consideram unidades adicionais a serem implementadas e financiadas com geração de caixa própria da primeira operação saudita.
Além disso, a companhia ressaltou que a projeção "reflete o atual plano estratégico e financeiro da Companhia, pode ser alterada por eventuais mudanças em planos, inclusive ocasionadas por impactos decorrentes de fatores externos, e não constitui promessa de desempenho".
Vale destacar ainda que o fechamento do negócio ainda depende de condições precedentes, como a aprovação de órgãos regulatórios competentes.
A decisão, segundo a companhia, foi motivada por fatores macroeconômicos.
Empresa ganha tempo para reestruturar dívidas e atrai novos aportes
Companhia vai receber até R$ 150 milhões para comprar remédios e normalizar atendimentos.
Com a perda do apoio da Porto e Fleury, a companhia ainda negocia alternativas de capitalização, segundo o JP Morgan.
Oncoclínicas vai avaliar outras formas de reestruturar suas contas, enquanto busca proteção judicial contra credores.
A iniciativa tem como foco preservar a operação enquanto conduz tratativas com credores.
A companhia teve um prejuízo de R$ 3,6 bilhões em 2025 e não tem caixa para pagar as dívidas de curto prazo.
O Cade concluiu que fundos controlados pelo Banco Master praticaram gun jumping ao comprar mais de 20% sem notificação prévia.
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