Novo ETF da XP aposta em títulos prefixados; conheça o PREX11

Fundo tem taxa de 0,15% e isenção de IOF para investidores.

Publicado em 06/05/2026 às 17:55h Publicado em 06/05/2026 às 17:55h por Wesley Santana
Ativos da carteira tem prazo médio de vencimento para dois anos (Imagem: Shutterstuck)
Ativos da carteira tem prazo médio de vencimento para dois anos (Imagem: Shutterstuck)

A bolsa de valores ganhou uma nova opção de investimentos nesta quarta-feira (6). Agora, foi a vez da XP Asset lançar um novo ETF, este atrelado ao mercado de renda fixa.

Trata-se do PREX11, composto por uma carteira de títulos públicos prefixados com prazo superior a dois anos. O fundo acompanha o índice IRF-M P2, criado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

O ETF conta com uma taxa de administração de 0,15% e custa R$ 50 por cota. Um dos benefícios é que traz uma taxa única de Imposto de Renda, que é de 15%, independentemente do tempo em que os recursos são mantidos.

Além disso, o ETF não conta com IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que pode reduzir os rendimentos a zero, caso sejam retirados antes de 30 dias. Também não passa pelo come-cotas, que é o formato tributário em que os repasses ao fisco são feitos semestralmente, como acontece na maioria dos fundos de renda fixa ou multimercados.

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Essa é a primeira incursão da XP em ETFs puramente prefixados. Os ativos são Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Notas do Tesouro Nacional tipo F (NTN-F), conforme destaca a gestora.

“É o nosso primeiro ETF 100% prefixado, e chama atenção por oferecer uma forma acessível e transparente de o investidor pessoa física se posicionar para um cenário de queda de juros”, afirmou Leonardo Vasques, gestor de fundos indexados da XP Asset. “Também serve como mais uma alternativa para que investidores institucionais atuem no mercado prefixado, onde contratos derivativos são populares entre as tesourarias de bancos e outros institucionais”.

Somente em 2026, a XP Asset já lançou outros seis ETFs, um formato de ativo que tem crescido cada vez mais no Brasil. A ideia dessa e outras gestoras é oferecer opções mais diversas aos investidores que hoje aplicam seus recursos em ações ou títulos puros.