Depois de forte rali, BTG vê menos espaço para Gerdau (GGBR4) na Bolsa
O banco rebaixou a recomendação de compra para neutra, citando principalmente a forte valorização recente dos papéis.
🚗 A Gerdau (GGBR4) anunciou nesta terça-feira (29) que decidiu encerrar a análise de viabilidade de uma nova unidade no México, que seria focada na produção de aços especiais, voltados, sobretudo, para o atendimento ao setor automotivo.
Tamanho recuo da fabricante brasileira em seu ritmo de expansão no mercado internacional pode ter entrado em rota de colisão com a onda de medidas protecionistas em diversos países, primeiramente desencadeadas pelo presidente americano Donald Trump.
Isso porque a empresa afirma que preferiu reavaliar sua estratégia diante do atual cenário internacional, marcado por um aumento nas medidas de defesa comercial adotadas por diversos países, além das crescentes incertezas quanto à dinâmica futura da cadeia automotiva global.
No último dia 26 de março, a administração Trump colocou em prática tarifas comerciais de 25% em todos os carros não fabricados nos EUA, indo contra a política nearshoring (que seria algo como trazer para perto) em alusão às tentativas das gestões passadas na Casa Branca de diminuir o poderio industrial chinês, transferindo a produção para nações amigas dos EUA e mais próximas do território, como é o exato caso do México, que faz fronteira direta ao sul do território americano.
"A Gerdau continuará monitorando atentamente as condições de mercado e permanece comprometida com a busca por oportunidades alinhadas à sua estratégia de longo prazo", afirma Rafael Dorneles, diretor de relações com investidores da companhia, em comunicado.
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O banco rebaixou a recomendação de compra para neutra, citando principalmente a forte valorização recente dos papéis.
Mesmo em um ambiente desafiador para o aço, o banco reforçou a Gerdau como a sua ação preferida no setor, seguida por Usiminas e CSN.
Mesmo diante do encolhimento no lucro, ambas as empresas registraram crescimento de receita e anunciaram pagamento de dividendos.
Os pagamentos ocorrerão ao longo de dezembro e têm como referência a posição acionária de novembro.
CEO reclamou da falta de proteção à indústria nacional, diante do aumento das importações do aço chinês.
O resultado representa uma queda de 8,6% na comparação com o mesmo período de 2024, mas mostra avanço de 14% frente ao trimestre anterior.
Terão direito ao provento os investidores posicionados até o fim do pregão do dia 11 de agosto de 2025.
Financiamento mira projetos de redução das emissões de gases de efeito estufa da companhia.
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