Preso no caso Master, ex-presidente do BRB busca acordo de delação premiada
Paulo Henrique Costa teria recebido propina de Vorcaro para permitir negócios com o Master.
🚨 O Banco Master negocia um socorro bilionário com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para garantir a liquidez necessária ao pagamento de CDBs com vencimento de curto prazo, em meio à venda parcial da instituição para o BRB (BSLI4) e à crescente pressão regulatória e judicial.
Segundo o Pipeline e o Estadão, o FGC deve liberar R$ 4 bilhões de forma emergencial, em operação de assistência de liquidez — o que não elimina a necessidade de levantar ao menos outros R$ 6 bilhões para cobrir os compromissos previstos até o fim de 2026.
Parte do valor adicional deverá ser obtida com a venda de ativos privados do fundador Daniel Vorcaro, como participações em empresas que não estão no balanço do grupo Master.
Segundo o Estadão, essas vendas já estão em andamento e complementariam o esforço de caixa para evitar uma crise de confiança entre investidores.
O apoio financeiro ainda depende da conclusão da análise do Banco Central sobre a compra parcial do Master pelo BRB.
O banco estatal de Brasília pretende absorver cerca de R$ 43 bilhões em ativos do Master, enquanto outros R$ 40 bilhões — majoritariamente precatórios — ficariam de fora da operação.
O FGC aguarda a formalização dos ativos que serão transferidos ao BRB para concluir a análise de risco sistêmico da operação.
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Como os grandes bancos são os principais financiadores do fundo, houve resistência inicial ao apoio ao Master, que utilizava o selo do FGC para vender CDBs com retornos elevados e risco acima da média.
A liberação da linha de liquidez, segundo fontes próximas às negociações, seria mais vantajosa para o sistema financeiro do que uma eventual liquidação do banco, o que forçaria o pagamento integral dos títulos pelo fundo, ampliando o impacto no mercado.
Em paralelo, a aquisição do Master pelo BRB enfrenta impugnações legais. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal atendeu a um pedido do Ministério Público, que questiona a ausência de assembleia de acionistas e aval do Legislativo do DF para o negócio.
A assinatura do contrato definitivo está suspensa até nova deliberação judicial.
A expectativa da diretoria do Master, no entanto, é que as etapas formais sejam superadas assim que o Banco Central der sinal verde à operação.
Encontros entre Vorcaro e o presidente do BC, Gabriel Galípolo, já ocorreram pelo menos três vezes desde o anúncio da venda.
💲 Os R$ 40 bilhões em ativos não absorvidos pelo BRB — em especial precatórios judiciais — também estão no radar de investidores institucionais.
A Folha de S.Paulo apurou que o BTG Pactual (BPAC11) pode intermediar uma liquidação privada desses papéis, com interesse declarado da família Batista, da J&F, na aquisição dos créditos.
Paulo Henrique Costa teria recebido propina de Vorcaro para permitir negócios com o Master.
A análise deve ser concluída até as 23h59 da próxima sexta-feira (24).
O Banco de Brasília (BSLI4) comprou mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito de Daniel Vorcaro.
Paulo Henrique Costa teria recebido propina para facilitar transações do BRB com o Master.
O relatório já foi enviado à PF, para a adoção das "eventuais medidas cabíveis".
O BRB pediu ao STF que ativos identificados nas investigações do caso Master sejam reservados para ressarcir as partes lesadas.
Durigan negou federalização, mas disse que bancos públicos poderiam comprar ativos do BRB.
Pedido envolve possível apoio da Caixa e empréstimo bilionário do FGC.
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