Bitcoin (BTC) se dá muito mal em 2025, mas ouro e empresas brasileiras dão muito retorno

Einar Rivero, CEO da Elos Ayla, revela a rentabilidade dos principais investimentos em novembro e nos últimos 12 meses.

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Publicado em 28/11/2025 às 20:08h - Atualizado Agora Publicado em 28/11/2025 às 20:08h Atualizado Agora por Lucas Simões
Bitcoin tem desconto de quase -30% ante sua máxima em US$ 126,1 mil (Imagem: Shutterstock)
Bitcoin tem desconto de quase -30% ante sua máxima em US$ 126,1 mil (Imagem: Shutterstock)
Para quem se aventurou em comprar Bitcoin (BTC) em seu pico de preço de US$ 126,1 mil no início de outubro de 2025, agora acumula prejuízo de quase -30%, com a criptomoeda valendo US$ 90,8 mil nesta sexta-feira (28). Quem diria que o Bitcoin seria a pior classe de investimento do momento.
Afinal de contas, o Bitcoin amarga o pior desempenho do mercado financeiro não apenas em novembro de 2025, mas também no acumulado do ano e na janela temporal dos últimos 12 meses, conforme levantamento elaborado por Einar Rivero, CEO da Elos Ayta. 
Na lanterninha do ranking dos investimentos, o BTC descarrilhou -17,71% em novembro, o que faz questionar o seu apelido de "ouro digital".
Até porque o metal precioso ficou no topo do pódio, com valorização de +6,49%, demonstrando que em tempos de incertezas econômicas, o investidor segue colocando ouro no bolso. 
"O Ibovespa veio logo atrás, com ganho de +6,37% em novembro, seguido pelo índice Small Caps, que avançou +6,03%. A leitura é clara: enquanto a renda variável brasileira vive um momento de otimismo, o ouro segue reforçando seu papel clássico como porto seguro, mesmo em ciclos de maior apetite ao risco", comenta Einar Rivero.

Desempenho dos investimentos em Novembro de 2025

O que 2025 ensina sobre investir bem?

Por muito tempo, as empresas brasileiras eram o patinho feio nos mercados globais, sobretudo em termos de rentabilidade, quando comparadas com os negócios promissores nos Estados Unidos. Todavia, o tarifaço de Donald Trump tem provocado a derrocada do dólar, especialmente contra moedas de países emergentes, sendo o nosso caso.
Para o CEO da Elos Ayta, os dados reforçam que 2025 tem sido até agora um ano de forte recuperação para a renda variável brasileira, especialmente para empresas de menor capitalização e para índices ligados a dividendos e até Fundos Imobiliários (FIIs)
"Ainda assim, a leitura de curto prazo deve sempre ser feita com cautela. Oscilações de ativos, sejam elas positivas ou negativas, fazem parte da dinâmica natural dos mercados. Qualquer decisão financeira requer análise cuidadosa dos fundamentos das empresas e dos indicadores econômicos relevantes", pondera Einar Rivero.
Contudo, não se dá para ignorar nem o Small Caps (+35,56%) e nem o Ibovespa (+32,25%) no acumulado de 2025, ao passo que as companhias estrangeiras tiveram uma rentabilidade bem mais modesta no período, como mostra o BDRX (+4,96%), índice formado pelas empresas do exterior que têm ações negociadas na bolsa de valores brasileira, por meio de BDRs.
"Mesmo com a volatilidade intrínseca de ativos globais, o comportamento conjunto mostra uma tendência clara de valorização dos ativos locais em detrimento de investimentos dolarizados", conclui o especialista.

Desempenho dos investimentos no acumulado de 2025

Desempenho dos investimentos nos últimos 12 meses

BTC

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